Denuvo foi derrotado!

Versões crackeadas de jogos até então impossíveis de piratear começam a aparecer nos principais sites de compartilhamento. Possíveis jogos já sendo pirateados incluem Rise of the Tomb Raider, DOOM, Just Cause 3 e Far Cry Primal

Durante anos, os desenvolvedores de jogos para PC tinham certeza que não havia muita proteção para seus produtos, quando os jogos eram lançados, muitas vezes, no mesmo dia, suas proteções já eram burladas. O ecossistema aberto do PC, bem como o surgimento de diversos grupos da cena “cracker”, faziam com que tentar proteger os jogos de PC parecesser uma batalha perdida.

No entanto, após  a empresa Sony DADC Digital Works (uma subsidiária da Sony) ser adquirida pelos próprios funcionários, um novo jogador apareceu no tabuleiro: a Denuvo Software Solutions GmbH. A descrição oficial do Denuvo é ‘anti-tamper software’, ou seja, software anti-adulteração. Através de diferentes técnicas, que são conjugadas com sistemas DRM (Digital Rights Management), tentam tornar um jogo quase impenetrável.

Desde meados de 2014 a maior parte dos jogos AAA, os “blockbusters” da industria do videogame, estavam saindo com uma tecnologia de proteção da Denuvo, que permitiu que títulos bastante visados ficassem virtualmente a prova de pirataria.

Porém, hoje a Internet está em polvorosa com a notícia de que a proteção oferecida pela Denuvo foi derrotada. Segundo rumores, corroborados por um video que está circulando na internet, a proteção da Denuvo foi quebrada por um hacker ucraniano, conhecido como BRONCO, trabalhando em conjunto com o time de crackers RELOADED, foi o primeiro a conseguir burlar o Denuvo.

Estes crackes, pequenos softwares usados para quebrar sistemas o sistema de segurança, já estão sendo disponilizados nos principais sites de compartilhamentos.

A quebra de sistemas anti-pirataria é algo natural, visto que nenhum tipo de código ou programação é totalmente ausente de falhas. A própria Denuvo anuncia seus sistemas de proteção DRM como “difíceis de quebrar” ao invés de “inquebráveis”. O objetivo é simplesmente impedir a pirataria durante a principal janela de vendas dos jogos: as primeiras semanas após seu lançamento.

Há controvérsias se esta seria a melhor estratégia a ser adotada pelos blockbusters dos videogames. Witcher 3 – The Wild Hunt foi o jogo mais vendido de 2015, considerado uma obra prima. Foi lançado sem DRM, o que significava que se você quisesse, você poderia simplesmente comprar o jogo e dar uma cópia a um amigo, ou a um inimigo ou a uma pessoa que você nem conhece, o que obviamente, facilitou e muito a pirataria. E uma estratégia oposta da maior parte dos jogos AAA.

Marcin Iwiński, desenvolvedor da CD Projekt Red falou em uma entrevista na infoShare 2016 sobre como essa atitude afetou, ou melhor, não afetou em nada as vendas de The Witcher 3 e como isso estava nos planos da CD Projekt Red desde o início do planejamento:

“Nós lançamos The Witcher 3 sem nenhuma proteção de copia. Então, no primeiro dia você poderia baixar o game na GOG e dar a um amigo e ainda assim nós vendemos quase 10 milhões de copias nas 3 plataformas. O fato pirataria foi irrelevante, porque nós não podemos forçar as pessoas a comprar coisas. Nós apenas podemos convence-las a fazer. Nós acreditamos na cenoura e não na vareta. Nós vimos muitas vezes comentarios que diziam ‘Hey, eu não posso pagar pelo jogo enquanto ele ainda está com preço cheio, mas esses caras são tão justos e nunca estão contra nós. Eles estão sempre tentando fazer algo bom, adicionam muito valor ao jogo, dão DLCs de graça, dão conteúdo de graça, que eu comprei o jogo quando ele estava mais barato’.

Em países com renda mais baixa, as pessoas simplesmente não podem pagar por um jogo de 50 dólares. Então talvez o nosso preço de oferta em alguns países não seja justo. Por exemplo, nós temos preços mais baixos na Rússia.

Nós não gostamos quando as pessoas roubam o nosso produto, mas nós não vamos caça-los e coloca-los na cadeia por isso. Nós vamos pensar melhor em como convence-los a comprar o produto. E convence-los de uma forma positiva, para que eles comprem na próxima vez, para que eles fiquem felizes com o nosso jogo e, então, eles vão dizer aos seus amigos para não pirateá-los.

E o engraçado é que quanto mais nós vamos por esse caminho, mais nós vemos em fórum e no Reddit um cara dizendo ‘hey, onde eu posso baixar The Witcher 3?’ e então 10 caras respondem ‘Seu idiota, não baixe esse jogo. Esses caras são justos, eles são os únicos caras justos na indústria, você deveria comprar o jogo’.

E eu não tenho certeza de que esse cara comprou ou encontrou um link para baixar, mas ainda assim, essa é uma excelente atitude. ”

A atitude também pode ser vista na forma como a CD Projekt Red anunciou que patchs para correção de bugs estariam disponíveis para todo mundo, mesmo para os piratas.

Informações via: TorrentFreak, Reddit, Overtice.com.br e MultiGames.com.br


Kommentare

8 comments for Denuvo foi derrotado!

  1. Ultron commented at

    R$100,00 não dá para pagar e manter servidores para o modo online, Isso sim, inflaciona o preço de games tanto no brasil como no exterior que custa em torno de 60 dólares. Acho injusto quem joga single-player offline ser obrigado a pagar pelos consumidores que só jogam online sem nem mesmo jogar a campanha, por isso os números de piratas tão alto, já que pirata só funciona offline.

  2. ed will sonen commented at

    fui na origin e comprei 8 jogos bf 3, 4, e o mais recente bf 1 fifa 17 the witcher 3 entre outros 99,00 e 29 e 90 e unreal por 19,90 cara vale a pena pois nem se compara com os piratinhas go

  3. Caio commented at

    Eles dizem…. ‘hey, onde eu posso baixar The Witcher 3?’ e então 10 caras respondem ‘Seu idiota, não baixe esse jogo. Esses caras são justos….
    Sim são justo gasta 100 200 300 fuck reais nessa porra de jogo e dps fica chorando comendo arroz com ovo ate o final do mes…… acha mesmo que vo gasta 100 200 300 numa porra de um jogo? NÃO EU NÃO VOU SER UM DOIDO DA CABEÇA PRA FAZER ESSA MERDA…….. ah mais original é melhor…. FODA-SE IRMAO FODA-SE EU FAÇO OQUE EU QUISER COM O MEU DINHEIRO, EU PREFIRO JOGO PIRATA DO QUE PAGA 100 200 300 R$ NUMA PORRA DE UM JOGO………… outro dia eu disse na steam, eu baixei Doom junto com o crack,,, 20 mlks chego e falo tu é pobre né,,, eu disse…. pelo menos o pobre aqui tem raciocinio do que faz, diferente de vocês que compram um jogo e dps chora por comida,, filinho de papai querendo ser o fodão, mais na vdd só se fode… eu trabalho tenho comdição de compra mais ja falei,,, NAO VOU COMPRA ESSAS MERDAS DPS QUE CHEGO 2015 SÓ PIOROU, NÃO COMPRO MAIS JOGO, TA EMCOMODADO? ENTAO VAI TOMA NO SEU CU….NAO COMPRO MAIS ESSAS PORRAS POR QUE O CARA QUE COMPRA É UM MALUCO PRA FAZER ISSO TANTA COISA PRA COMPRAR COM 100 200 300 REAIS E VAI GASTA EM JOGO,, FICA COM FOME.. AGORA COME OH JOGO OH FILHA DA PUTA

    • Clinton Dias commented at

      Se você pensa desse jeito, merece tomar no cu, sinceramente. Aposto que é aqueles caras que vivem tomando calote do patrão e ainda fica mansinho.
      É justo sim gastar uma quantia dessas em um jogo, contanto que ele valha a pena.
      Jogos não são bens essenciais, não são alimentos e roupas. Jogos são bens de entretenimento, lazer. Você não vive de jogo.
      Quer piratear, pirateie, você tem todo o direito de fazer isso. Agora não venha com esse papo de cuzão falando que quem compra um jogo original a preço bom é “filinho de papai querendo ser o fodão”.

      Tenho certeza que você mal consegue comer, e quer vir com esse papinho de “pirata”.
      Se não consegue, vá jogar algum open-source, ou algum freeware ou f2p também.
      Agora se você quer chegar já desmerecendo o trabalho de desenvolvedores que realmente trabalharam árduo para fazer um jogo de qualidade (Diferente dessas empresinhas do nível da Activision/Bethesda. Essas sim merecem ter seus produtos pirateados até a falência), se você acha que eles não merecem receber dinheiro por isso…
      Vai tomar no meio do olho do seu cu.

      • Renato commented at

        quantos filhinhos de papais. babacas tem aqui, para vcs é fácil comprar o jogo, alias gastar o dinheiro do pai e da mae, com merdas é a suas especialidades. Gastam com maconha, cachaça, puta,e mais um monte de merdas, ai depois pega o carro, que o bosta do pai deu a vcs, e saí correndo pelas ruas feito um maldito até atropelar um inocente, resultado, o lixo do pai e da mae vai com um advogado na delegacia, paga fiança, e o lixo do almofadinha está livre para matar outra vez!
        Trabalho, sou uma pessoa honesta, recebo uma merda de um salário, pago minhas contas e não gasto meu dinheiro com merdas, E NAO VOU GASTAR 100, 200, 300 reais em um lixo de um jogo, só um doente mental para fazer isso, aliás, o que não falta é esse tipo de gente, escórias da civilização.
        Estão revoltados, VAI TOMAR NO CU, SEUS FILHOS DA PUTA, o dia que um jogo for vendido a 15, 20, 30, reais, até posso comprar, mas vai depender muito da situação.
        Se um dia a pirataria, acabar, eu aposento meu controle, vendo meu equipamento e compro um aparelho de ginástica, uma coisa podem ter certeza, NUNCA GASTEI DINHEIRO COM JOGOS ORIGINAIS, NEM COM PSONE, PS2 E AGORA PC, NUNCA E NUNCA VOU GASTAR, SE DEPENDER DE MIM ESSAS MERDAS DE ESTÚDIOS VÃO FECHAR AS PORTAS, OU VAI VENDER A PREÇOS JUSTOS!

    • Cássio commented at

      Claro que você vai crackear um jogo, não tem dinheiro pra ter um pc DECENTE (celeron 512mb de ram), do que lá comprar um jogo “caro”, compra uma pizza de 60 REAIS pra entupir as artérias de gordura e cagar no outro dia (se não for cocaína). Pesquise o quão é trabalhoso criar e financiar um SOFTWARE pra depois ser crackeados. Até mesmo os CRACKERS recomenda apoiar os desenvolvedores COMPRANDO-O, se caso você tenha gostado APOS JOGAR-LO CRACKEADO. PARA UM MUNDO DE MENOS PRECONCEITUOSOS.

  4. Luis Gustavo commented at

    Não to dizendo que tem de se limitar a isto. Mas vejam na página do Piratas na internet como esse tipo de post diferencia melhor a marca da instituição e se dissocia dos debates fundamentalistas e do discurso tóxico de ódio que tomou conta das redes sociais.

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Diga aos deputados: não censurem nossa Internet

Olá congressista!

O projeto de lei 5.204/16 propõe o bloqueio de acesso a sites "precipuamente dedicados ao crime" hospedados no exterior e sem representação no Brasil, excluindo, expressamente, a possibilidade de bloqueio de aplicativos de troca instantânea de mensagens (sim, o WhatsApp).

Em sua justificativa, anexa ao projeto, argumenta-se que hoje, para se retirar do ar sites criminosos - incluindo aqueles de ponografia infantil e de tráfico de drogas - tem que se expedir uma carta rogatória (documento que pede cumprimento de ordem judicial brasileira no exterior) para o servidor. Por ser demorada, não seria medida adequada de combate a esses crimes, devendo-se, então, bloquear o acesso de brasileiros a tais sites.

Contudo, há um grande problema nessa lógica de combate ao crime: sites que cometem crimes hediondos e torpes, como a pornografia infantil, NÃO estão na internet normal (surface web), e sim na internet não-indexada (deep web). O que isso quer dizer? Que não há como bloquear acesso a esses sites pelas medidas propostas pelo PL. E mesmo que essas trocas de material ilegal na internet esteja sendo feita em território brasileiro, a justiça já tem meios para combatê-las (a operação DarkWeb II da Polícia Federal,  de combate a pornografia infantil online, criminalizada no art. 241-A do Estatuto da Criança e Adolescente, estourou no dia 22/11/2016).

Ou seja, a título de combate a crimes graves, estão dando de um jeitinho de bloquear sites que desatendem aos interesses da indústria fonográfica, punindo a população ao dificultar acesso à informação, cultura e conhecimento.

Ainda que a primeira coisa que venha à mente nessas situações sejam os sites que disponibilizam filmes e séries inteiras para download ilegal, como o MegaFilmesHD e outros sites que já foram fechados, o PL não é nada claro com relação ao que seria considerado um provedor "precipuamente dedicado à pratica de crime", e as violações estabelecidas pela Lei de Direitos Autorais não se limitam ao compartilhamento ilegal de obras protegidas.

Na verdade, está bem longe disso.

A utilização derradeira de determinadas obras protegidas para produção de alguns tipos de obras derivadas –como remix de músicas, fotos para memes e vídeos que utilizam trechos de filmes para desenvolver críticas a eles (O Partido Pirata até já satirizou a #CPICIBER através de um vídeo) – não é permitida pela lei, consistindo em violação ao direito autoral, o que é abrangido pelo PL em questão. A utilização pode ter finalidade lucrativa ou não, o autor da obra derivada pode ser profissional ou amador - não importa, não pode! É possível que esse tipo de utilização bastasse para justificar o bloqueio de determinado provedor de aplicação.

Plataformas que viabilizam o compartilhamento desse tipo de conteúdo em massa e que poderiam eventualmente ser bloqueadas pelo PL são: o Vimeo (plataforma de vídeos); O YouTube (plataforma de vídeo); o SoundCloud (plataforma de músicas); o Flickr (plataforma de fotografia); o MemeGenerator (site que facilita a elaboração de memes) e até mesmo sites dedicados ao compartilhamento de FanFiction –outro tipo de manifestação cultural que é considerada ilegal pela Lei de Direitos Autorais. Nesse sentido, o bloqueio proposto pelo PL 5.204/16 é problemático sob quatro óticas distintas: para os provedores de aplicação, para os autores dos conteúdos, para os usuários e para o interesse público como um todo.

Para os provedores de aplicação, a medida é desproporcional, pois enseja no bloqueio de todos os seus serviços no país, independente de parte dele estar dentro da legalidade ou não. Por exemplo, o SoundCloud, caso bloqueado, o será por completo, apesar de servir também como plataforma para o compartilhamento de obras de forma legal. Já o YouTube poderá ser censurado por disponibilizar vídeos de paródias de músicas, trailers feito por usuários, etc.

Para os autores, o grande problema é a insegurança jurídica gerada pela medida. Como muitas das utilizações não são permitidas pela lei atual, não é possível saber até que ponto elas serão usadas para bloquear o acesso a suas obras. No mais, criadores de conteúdo que produzem obras completamente permitidas pela lei e disponibilizam-nas nessas plataformas serão penalizados por causa daqueles que compartilham obras de forma ilegal. Já para os usuários, a medida é problemática por prejudicar o livre acesso à internet e o acesso às demais obras (legais) hospedadas nessas plataformas –elementos essenciais do direito constitucional de acesso à cultura.

E, por último, para o interesse público, o PL é potencialmente ainda mais perigoso, já que o bloqueio a determinados serviços, com a justificativa de violação ao direito autoral, pode ser utilizado para cercear a liberdade de expressão. O exemplo dos vídeos que utilizam trechos de filmes para criticá-los é ilustrativo, mas grandes produtoras cinematográficas poderão solicitar o bloqueio de sites que hospedem esse tipo de vídeo com o argumento de que seus direitos autorais foram violados.

Este projeto de lei, portanto, se caracteriza como uma medida de combate direto à cultura de compartilhamento, já difundida na nossa geração. O objetivo explicitado no anexo fica em segundo plano, deixando margem para interpretá-lo apenas como um pretexto. Sendo assim, pode-se dizer que não é exagero especular que se trata de uma manobra movida pelo lobby da indústria audiovisual para esconder uma medida conhecidamente impopular.

Assine a petição, entre em contato com seu deputado: lute por uma Internet Livre e contra projetos de censura!

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