Por que criei o filtro de bandeira trans — e o que aconteceu depois…

Inspirada pelo filtro do arco-íris do Facebook, a programadora Jessica Oros criou o aplicativo que aplica a bandeira trans nas fotos de perfil. Os resultados de sua iniciativa foram surpreendentes


por Marcio Caparica @marciocaparica

Traduzido do artigo de Jessica Oros

Como a maioria de vocês já sabem muito bem, no último dia 26 de junho aconteceu uma grande vitória para a justiça social, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou que qualquer lei que banisse o casamento igualitário era inconstitucional. Milhões de homens gays, brancos e cisgênero foram libertados da opressão violenta do Estado, já que a igualdade finalmente chegou em sua linda carruagem com as cores do arco-íris patrocinada pelos grandes bancos, pronta para espalhar a alegria por toda nação. Foi um dia repleto de alegria e risos, o arco-íris foi proclamado o mascote oficial dos EUA e todos foram convidados para entrarem na festa e celebrarem o Orgulho Gay.

Brincadeiras (?) à parte, realmente foi algo incrível de se ver. Dez anos atrás, eu honestamente nunca imaginaria que uma exibição tão avassaladora de apoio pelos direitos LGBT seria um dia possível. Eu fiquei de queixo caído pelos milhares de marcas e corporações que adotaram as cores do arco-íris em seus logotipos, mesmo que por razões oportunistas. E isso não foi nada quando se compara ao que fez o todo-poderoso Facebook, lançando um filtro com as cores do arco-íris para sua foto de perfil, utilizado alegremente por mais de 26 milhões de usuários do Facebook de todo o mundo. Vinte e seis milhões. Você pode não acreditar, mas isso faz diferença.

Deu pra ver que as pessoas tendem a aprender e copiar das outras pessoas com as quais se relacionam e se identificam. Os usuários do Facebook não são diferentes, e eles têm até uma “lista de amigos” bacana com essas pessoas convenientemente na frente deles! Uau! Trata-se simplesmente da natureza humana – em geral, as pessoas tendem a apoiar algo ou alguém se elas veem outras pessoas com quem se relacionam fazendo o mesmo. Os direitos LGBT em particular sempre foram uma dessas questões controversas, mas quando os arco-íris tomaram os perfis naquela sexta-feira, eu percebi uma coisa linda. Gente que eu nunca pensei que aplicariam o filtro do arco-íris em suas fotos de perfil fizeram exatamente isso. Algumas pessoas declararam-se LGBT. E eu tenho certeza que inúmeras outras aprenderam uma coisinha ou outra e mudaram suas crenças em algumas coisas irracionais que mantinham no dia anterior. Já aconteceu várias vezes: aqueles que são contra os direitos civis para todos acabam no lado errado da história.

Eu criei o filtro da bandeira transgênero em resposta a isso. Trata-se de um aplicativo online muito simples, que recebe uma imagem e sobrepõe a ela uma bandeira transgênero semitransparente. O efeito é muito legal se você curte esse tipo de coisa. No entanto, eu descobri que o efeito geral que ele teve nas últimas semanas é muito mais interessante. Eu escrevi alguns posts toscos e breves sobre isso no Facebook e no Tumblr faz pouco tempo, mas este parece ser o melhor lugar para responder algumas das perguntas que eu recebi a partir do momento que o aplicativo veio a público. Isso deve iluminar a razão por que ele foi criado e o impacto incrível que ele vem tendo desde então.

Pergunta 1: Por que a bandeira trans? Dá pra você fazer outras bandeiras? Por que não a bandeira bissexual? E a pansexual? Que tal um filtro para o símbolo do autismo?

Apesar de todo o carinho que a população “LGBT” recebeu nos últimos tempos, muitas das pessoas que demonstraram esse apoio estavam felizes na ignorância de qualquer outra questão LGBT além do casamento igualitário. A triste verdade é que nós ainda temos muito, muito a fazer. Muitas pessoas que se dizem aliadas LGBT seriam capazes de jogar uma pessoa transgênero na frente de um trem sem pensar duas vezes, e infelizmente muito da história do movimento LGBT é assim. Para quem não sabe, o movimento foi iniciado por mulheres transgênero negras, que desde então continuamente são empurradas para fora das discussões para que se abra espaço para valores assimilados dos héteros como o casamento igualitário e a inclusão no exército. Está para sair um longa-metragem produzido por um grande estúdio que sequer apresenta alguma mulher transgênero negra entre seus personagens principais. (Se você vai assisti-lo, por favor veja também MAJOR! e Happy Birthday, Marsha!) Enquanto o casamento igualitário toma a nação, as mulheres transgênero negras estão sendo assassinadas em números nunca antes vistos. A comunidade transgênero vemclamando os direitos humanos essenciais há décadas, apenas para ser silenciada o mais rapidamente possível.

Se você realmente busca a igualdade, é crucial buscar a interseccionalidade. A realidade é que pessoas transgênero são de longe o grupo mais marginalizado da família LGBT e aquele com maior probabilidade de ser discriminado, assediado moralmente, intimidado, atacado, e assassinado. As coisas sem dúvida estão mudando, como fica evidente pela popularidade fenomenal de Caitlyn Jenner.

O programa Last Week Tonight with John Oliver até produziu um segmento excelente sobre os direitos transgênero nos Estados Unidos (que todos deveriam assistir), mas ainda assim ele de alguma maneira deixou de discutir os níveis alarmantes de violência contra as pessoas transgênero, e mais especificamente, as mulheres transgênero negras. Pessoalmente, eu tive a impressão que a mensagem que foi dada é que o problema mais grave com que nós pessoas transgênero temos que lidar são a discrepância de renda, sermos tratadas pelo gênero errado, leis irritantes sobre o uso dos banheiros, e a inclusão no exército. Não me leve a mal – isso tudo é muito importante, mas as pessoas que mais vão ser afetadas por essas leis e por essas questões também são aquelas cujas mortes estão sendo constantemente ignoradas ou maldosamente mal contadas. De alguma forma nós todos esquecemos do racismo, apesar de que igrejas negras ainda continuam a ser incendiadas no sul dos Estados Unidos.

Nós precisamos erguer essas vozes, então eu criei o filtro para ajudar da maneira que eu era capaz, mesmo que só um pouquinho. Além disso, todas essas outras bandeiras já têm ferramentas a sua disposição. Se fosse uma questão de bandeira, eu na verdade faria primeiro uma ferramenta para a comunidade intersexo.

Pergunta 2: E se eu for cisgênero (não transgênero)? Os aliados também podem usar o filtro se não forem trans? Uma pessoa trans me falou para não usar!

Eu não estou nem aí para o que te falaram, use-o! Mesmo eu tendo revisado o site já algumas vezes, essa pergunta ainda surge, então eu quero deixar isso bem claro: isso não é apenas uma questão de orgulho, é uma maneira de demonstrar seu apoio e de mudar a opinião pública. É por isso que é absolutamente crucial que aliados cis a compartilhem e também participem, assim como a comunidade transgênero. Para falar bem a verdade, a visibilidade pode ser extremamente perigosa para as pessoas transgênero, e o Facebook adora transformar pessoas trans em alvos de sua regra que obriga o uso de nomes “reais”, então não serei eu quem vai pedir para que as pessoas transgênero saiam do armário. Pra que fazer esse filtro se apenas pessoas transgênero tivessem permissão para usá-lo? Seria como armar uma seta gigante dizendo “Aqui! Me denuncie!” para todos os usuários transfóbicos do Facebook.

É simples assim: se você é um dos 26 milhões de usuários do Facebook que utilizou o filtro do arco-íris em seu perfil para demonstrar apoio aos direitos LGBT, você já deveria estar apoiando o “T”. Se você não apoia pessoas transgênero, faça-me o favor de tirar aquela bandeira do arco-íris do seu perfil e eduque-se sobre a história do movimento LGBT. (E não é obrigação minha oferecer isso tudo de bandeja – por favor faça um pouco de pesquisa, não é tão difícil assim.) E daí, quem sabe, você não pode trocar o filtro pelo da bandeira transgênero, porque esse é o tipo de coisa que se espalha e coisas como essa acontecem…

Quando eu criei o aplicativo, eu, ingenuamente, não esperava que ele alcançasse muito além de alguns círculos de amigos que estavam usando o Photoshop para aplicar a bandeira transgênero em suas próprias fotos de perfil. Apesar de não passar de uma página quase em branco muito feia, com nada mais que dois botões, ela se espalhou com uma velocidade inimaginável e foi compartilhada por algumas celebridades e ativistas transgênero bem conhecidas como Geena Rocero, CeCe McDonald, e Jennicet Gutierrez.

Claro que isso apenas deu mais gás para sua popularidade, e parece que o mundo todo prestou atenção. O aplicativo recebeu uma boa quantidade de tráfego nos dias seguintes, conforme se espalhava para países como Austrália, Filipinas e outros 120 países ao redor do globo, apesar de que eu ainda estava para perceber o impacto que ele estava tendo no Brasil naquele momento.

Pouco depois do aplicativo ir ao ar, um grupo de ativistas brasileiros o descobriram e começaram a planejar um dia de protesto fazendo uso dele. O Brasil é o país com maior taxa de violência transfóbica no mundo, e a ideia era tentar acabar com isso com o auxílio das mídias sociais. Oito pessoas transgênero foram assassinadas apenas no último mês no Brasil, dentre elas uma mulher chamada Laura Vermont, que foi perseguida, esfaqueada, e brutalmente espancada até a morte por dois policiais (e, sim, há um vídeo disso). Poucos dias depois, eu comecei a perceber que havia tráfego proveniente de uma notícia brasileira com uma foto de Laura que utilizava o filtro. Havia um burburinho de que brasileiros estavam utilizando o filtro como forma de protestar contra a violência, mas eu não saquei o que estava acontecendo de início, porque simplesmente não sei nada de Português e tinha que contar com as traduções do Google, que deixam muito a desejar. Cada vez mais tráfego começou a vir daquela página com o passar da semana, então retornei a ela e tentei decifrar os posts e tweets que vinham das pessoas que, eu presumia, eram os organizadores. Eu me sentia como uma detetive superdescolada conforme eu lentamente encaixava as peças desse quebra-cabeças e, às 4 da madrugada, descobri que essa era uma ação muito maior e bem organizada. Eles estavam pedindo para que as pessoas esperassem até a sexta-feira para usar o filtro, que, coincidentemente, chegaria em poucas horas para a maioria das pessoas.

Eu esbarrei no evento do Facebook dessa ação que havia acabado de ser criada, e consegui me colocar a par dos acontecimentos rapidamente. Para minha sorte, ainda era bem cedo, e eu consegui até entrar em contato com os organizadores do movimento, e descobri que um deles falava inglês! Eu mal podia acreditar no que estava acontecendo. Nós começamos a conversar imediatamente, e eu fiz planos de adaptar o filtro para que as coisa ficassem mais fáceis para esse movimento, e assim sua mensagem fosse espalhada. Eu coloquei uma foto de Laura Vermont como imagem principal da página para demonstrar solidariedade às pessoas do Brasil, e adicionei as hashtags #OlhaABandeiraTrans e #ThisIsTheTransFlag aos botões de compartilhamento. Em minutos o tráfego explodiu – chegando a picos de 500 usuários ativos e 5 page views por segundo durante horas naquele dia, e ganhando cada vez mais velocidade com o passar do final de semana. Eu mal podia acreditar que estava vendo milhares e milhares de brasileiros aplicarem as cores transgênero a suas fotos de perfil, muitas vezes substituindo as cores do arco-íris. Celebridades famosas e políticos aderiram à campanha um após o outro,  e uniram-se aos ativistas para pedir que a transfobia acabasse de vez, e foi absolutamente lindo. Até o momento, o aplicativo já conseguiu 100 mil usuários únicos em 144 países ao redor do mundo, e continua a ganhar popularidade.

Esse é um ato tão simples, e no entanto é o tipo de coisa que cria consciência e mudança significativa na sociedade. As pessoas aprendem com outras pessoas que respeitam e admiram. Eu sei que isso tudo é relativamente pequeno em termos de internet, mas se o ditado “1 pessoa é capaz de mudar o mundo” for verdade, então 100 mil pessoas têm que estar fazendo algo de bom… certo?

Essa campanha global para por fim à transfobia está acontecendo durante todo o mês de julho, então ainda resta bastante tempo para que você se una ao resto do mundo e demonstre seu apoio aos direitos transgênero. Claro, há outras maneiras mais tangíveis e concretas de demonstrar seu apoio. No entanto, essa é uma ação muito simples que pode, potencialmente, mudar o mundo. Além do mais, você pode participar mesmo se não usar o Facebook!

Apoie as pessoas transgênero. Apoie as mulheres transgênero negras. Apoie crianças transgênero. Apoie pessoas transgênero com deficiência física. Apoie pessoas transgênero não-binárias. Apoie as pessoas transgênero que não se “passam por cis”. Ponha fim ao ódio, faça crescer o amor, e apoie as pessoas transgênero. Por favor.

Com amor,

Jessica

Crie já sua foto com o filtro da bandeira trans!


Kommentare

2 comments for Por que criei o filtro de bandeira trans — e o que aconteceu depois…

  1. Anders Bateva commented at

    Eu nunca usei nada com a bandeira LGBT, nem mesmo durante a Parada LGBT, pois não tem o S de simpatizante na sigla, então me senti sem autorização de usá-la.

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Diga aos deputados: não censurem nossa Internet

Olá congressista!

O projeto de lei 5.204/16 propõe o bloqueio de acesso a sites "precipuamente dedicados ao crime" hospedados no exterior e sem representação no Brasil, excluindo, expressamente, a possibilidade de bloqueio de aplicativos de troca instantânea de mensagens (sim, o WhatsApp).

Em sua justificativa, anexa ao projeto, argumenta-se que hoje, para se retirar do ar sites criminosos - incluindo aqueles de ponografia infantil e de tráfico de drogas - tem que se expedir uma carta rogatória (documento que pede cumprimento de ordem judicial brasileira no exterior) para o servidor. Por ser demorada, não seria medida adequada de combate a esses crimes, devendo-se, então, bloquear o acesso de brasileiros a tais sites.

Contudo, há um grande problema nessa lógica de combate ao crime: sites que cometem crimes hediondos e torpes, como a pornografia infantil, NÃO estão na internet normal (surface web), e sim na internet não-indexada (deep web). O que isso quer dizer? Que não há como bloquear acesso a esses sites pelas medidas propostas pelo PL. E mesmo que essas trocas de material ilegal na internet esteja sendo feita em território brasileiro, a justiça já tem meios para combatê-las (a operação DarkWeb II da Polícia Federal,  de combate a pornografia infantil online, criminalizada no art. 241-A do Estatuto da Criança e Adolescente, estourou no dia 22/11/2016).

Ou seja, a título de combate a crimes graves, estão dando de um jeitinho de bloquear sites que desatendem aos interesses da indústria fonográfica, punindo a população ao dificultar acesso à informação, cultura e conhecimento.

Ainda que a primeira coisa que venha à mente nessas situações sejam os sites que disponibilizam filmes e séries inteiras para download ilegal, como o MegaFilmesHD e outros sites que já foram fechados, o PL não é nada claro com relação ao que seria considerado um provedor "precipuamente dedicado à pratica de crime", e as violações estabelecidas pela Lei de Direitos Autorais não se limitam ao compartilhamento ilegal de obras protegidas.

Na verdade, está bem longe disso.

A utilização derradeira de determinadas obras protegidas para produção de alguns tipos de obras derivadas –como remix de músicas, fotos para memes e vídeos que utilizam trechos de filmes para desenvolver críticas a eles (O Partido Pirata até já satirizou a #CPICIBER através de um vídeo) – não é permitida pela lei, consistindo em violação ao direito autoral, o que é abrangido pelo PL em questão. A utilização pode ter finalidade lucrativa ou não, o autor da obra derivada pode ser profissional ou amador - não importa, não pode! É possível que esse tipo de utilização bastasse para justificar o bloqueio de determinado provedor de aplicação.

Plataformas que viabilizam o compartilhamento desse tipo de conteúdo em massa e que poderiam eventualmente ser bloqueadas pelo PL são: o Vimeo (plataforma de vídeos); O YouTube (plataforma de vídeo); o SoundCloud (plataforma de músicas); o Flickr (plataforma de fotografia); o MemeGenerator (site que facilita a elaboração de memes) e até mesmo sites dedicados ao compartilhamento de FanFiction –outro tipo de manifestação cultural que é considerada ilegal pela Lei de Direitos Autorais. Nesse sentido, o bloqueio proposto pelo PL 5.204/16 é problemático sob quatro óticas distintas: para os provedores de aplicação, para os autores dos conteúdos, para os usuários e para o interesse público como um todo.

Para os provedores de aplicação, a medida é desproporcional, pois enseja no bloqueio de todos os seus serviços no país, independente de parte dele estar dentro da legalidade ou não. Por exemplo, o SoundCloud, caso bloqueado, o será por completo, apesar de servir também como plataforma para o compartilhamento de obras de forma legal. Já o YouTube poderá ser censurado por disponibilizar vídeos de paródias de músicas, trailers feito por usuários, etc.

Para os autores, o grande problema é a insegurança jurídica gerada pela medida. Como muitas das utilizações não são permitidas pela lei atual, não é possível saber até que ponto elas serão usadas para bloquear o acesso a suas obras. No mais, criadores de conteúdo que produzem obras completamente permitidas pela lei e disponibilizam-nas nessas plataformas serão penalizados por causa daqueles que compartilham obras de forma ilegal. Já para os usuários, a medida é problemática por prejudicar o livre acesso à internet e o acesso às demais obras (legais) hospedadas nessas plataformas –elementos essenciais do direito constitucional de acesso à cultura.

E, por último, para o interesse público, o PL é potencialmente ainda mais perigoso, já que o bloqueio a determinados serviços, com a justificativa de violação ao direito autoral, pode ser utilizado para cercear a liberdade de expressão. O exemplo dos vídeos que utilizam trechos de filmes para criticá-los é ilustrativo, mas grandes produtoras cinematográficas poderão solicitar o bloqueio de sites que hospedem esse tipo de vídeo com o argumento de que seus direitos autorais foram violados.

Este projeto de lei, portanto, se caracteriza como uma medida de combate direto à cultura de compartilhamento, já difundida na nossa geração. O objetivo explicitado no anexo fica em segundo plano, deixando margem para interpretá-lo apenas como um pretexto. Sendo assim, pode-se dizer que não é exagero especular que se trata de uma manobra movida pelo lobby da indústria audiovisual para esconder uma medida conhecidamente impopular.

Assine a petição, entre em contato com seu deputado: lute por uma Internet Livre e contra projetos de censura!

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