Partido Pirata pede por novas eleições

Piratas pedem destituição do governo por quebra de confiança e fazem moção por novas eleições

REYKJAVIK — Nesta segunda-feira, um protesto convocado por partidos de oposição, entre eles o Partido Pirata, tomou a praça do Parlamento da Islândia após o primeiro-ministro da ilha, Sigmundur David Gunnlaugsson, ter sido citado nos “Panama Papers”.

Os manifestantes pedem a renúncia do premier, apontado como proprietário de uma empresa em paraíso fiscal.

Manifestantes jogam ovos nas janelas do Parlamento:

Os islandeses lotaram a praça de Reykjavik com cartazes e bandeiras, enquanto a segurança foi reforçada no local. Manifestantes jogaram ovos e bananas as janelas da sede do Parlamento.

Mais cedo, Gunnlaugsson havia descartado a possibilidade de uma eventual renúncia:

— Eu não cogito renunciar por isso e não vou renunciar — assegurou o chefe de governo para a emissora Stöð 2, enquanto a oposição pede sua saída por supostamente ter criado junto a sua mulher uma empresa registrada nas Ilhas Virgens Britânicas.

Os parlamentares do Partido Pirata protocolaram uma moção para renúncia do Primeiro Ministro, que, segundo eles, não possui mais confiança da população para governar.

De acordo com o site Pirate Times, se houvesse uma eleição no país hoje, 36,4% da população votariam na legenda.

Os resultados foram obtidos por uma pesquisa realizada pela consultoria Gallup, que mostra que o Partido da Independência e o Partido do Futuro, teriam 24,4% e 10,1% dos votos, respectivamente. Somados, eles ainda ficariam atrás do Partido Pirata.

As principais bandeiras do Partido Pirata são ligadas à liberdade de compartilhamento de informação, transparência e direitos civis, incluindo até mesmo a democracia direta. Também há apoio a causas favoráveis à neutralidade da rede, privacidade e, claro, reforma na legislação de direitos autorais. O Partido Pirata propõe a criação do Instituto Internacional de Mídias Modernas. A proposta está barrada no parlamento sem apoio, mas isso pode mudar com a crescente popularidade dos piratas.

A Islândia, uma ilha pouco povoada no meio do Atlântico Norte, é apenas um dos países com líderes políticos citados nos documentos divulgados no domingo. O vazamento inclui 11,5 milhões de documentos que implicam 140 personalidades que teriam offshores em paraísos fiscais. O Wikileaks criticou pelo twitter que apenas 149 documentos, de 11 milhões, foram tornados públicos, questionando uma possível seletividade já que as bases de dados documentais estão de posse de alguns poucos meios de comunicação. Em outro tweet, o Wikileaks apontou para o fato de que não é possível o escrutínio público com ferramentas de buscas para pesquisar os documentos, por exemplo.

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