‘Nós, as pessoas, somos o Sistema’ por Birgitta Jónsdóttir

Meu discurso no TEDx Reykjavík

por Birgitta Jónsdóttir

O século 21 vai ser o século das pessoas comuns – o seu século, o NOSSO século. Nós vivemos em tempos notavelmente transformadores. Nós temos a biblioteca de Alexandria nas nossas pontas dos dedos; todo o conhecimento gravado do mundo está sendo digitalizado e tornado disponível por toda a Internet.

 Enquanto isso, nossos modelos democráticos estão ocos e caindo aos pedaços em um nível alarmante à medida que avançamos em uma nova era de complexidade, tecnologia e interconectividade.

As ideologias da velha escola de política, mídia, sistemas monetários, educação, corporações, e todas estruturas conhecidas estão em um estado de transformação. Elas estão desmoronando. Agora é o momento de mudanças fundamentais em todas as frentes, nós temos que agarrar este momento. Porque este é O momento.

Nossos estados são construídos em volta de sistemas que estão desatualizados, criados em tempos mais simples e para sociedades menores. Hoje, esses sistemas não servem mais às pessoas – eles simplesmente se servem a si mesmos.

O estado de bem-estar tem sido esvaziado e está a beira do colapso, frequentemente caminhando para sua privatização. Nós estamos esgotando o planeta e nossos sistemas atuais são incapazes de fazer qualquer coisa sobre isso.

A maior parte das nossas democracias se tornaram como uma ditadura com 100 cabeças falantes presas a um corpo corporativo.

Segredos e leis ‘anti-terrorismo’ draconianas se tornaram de alguma maneira a nova norma. Democracias modernas se tornaram um mix bizarro de Admirável Mundo Novo e… 1984.

Então, você sabe o que é nossa personalidade digital? É feita de conteúdo e metadados.

Você sabe o que metadados e retenção de dados significam?

Quero saber se você entende isso em um nível profundo.

Por exemplo: Você entende que tem um direito constitucional de votar sem ninguém saber em quem ou no que você votou?  Você entende que advogados e seus clientes têm direito a ter conversas em privado? Que o que acontece entre você e seu médico deve permanecer privado? Que a comunicação entre uma fonte e um jornalista deve permanecer privada?

Retenção de seus metadados significa basicamente que você está completamente nu no sistema, que sua personalidade digital está disponível para qualquer pessoas com poder ou capital suficiente ver, zombar, cutucar, vender, tocar, manipular e consumir.

Sua personalidade digital tem uma sombra digital.

Ela lhe segue em todo lugar que você vai e, diferente da sua sombra offline, ela pode ser capturada, modificada, compartilhada ou vendida.

imagesOEWMZW6FSe suas paredes são janelas, você fecharia suas cortinas quando você dormisse, fizesse sexo ou fosse ao banheiro? Sim? Talvez?

Na sua casa digital, você simplesmente não tem essa escolha. Criptografia e a legislação são a chave para puxar as cortinas quando você quiser.

Nós nunca fomos tão conectados como somos hoje, capazes de compartilhar estórias de sucesso e fracasso em tempo real. Portanto, nossa curva de aprendizado é mais íngreme do que nunca.

Nós estamos compartilhando, baixando, remixando e co-criando todo dia. Nossa personalidade digital está expandindo e nossa sombra digital sempre crescendo.

Nós estamos sendo manipulados todos os dias para acreditar que nós não temos poderes, que não há nada que poderá mudar esses sistema; mas eu estou te dizendo, isso é uma mentira.

Você tem o poder de ser um catalisador de mudanças no nosso mundo. Sempre foram indivíduos que mudaram nosso mundo; não algum poder externo, mas poder individual (pro bem ou pro mal). Você quer que outras pessoas sejam o poder em sua vida, ou você quer aceitar a responsabilidade de clamar pelo seu poder e usá-lo ao ser parte da co-criação da sua sociedade?

hofudskrautEsse senso de responsabilidade social tem de alguma forma sempre sido parte da minha personalidade, talvez porque eu fui uma criança excluída, a patinha feia e estranha na minha vila e que não se encaixava em lugar algum. Eu fui sortuda, eu aprendi desde cedo a ser minha alquimista pessoal e transformar dificuldade em força. Eu aceitei que eu sou algum tipo de cobaia humana quando se trata de falha de sistema.

Foi um erro humano, por exemplo, que levou aos suicídios do meu amado pai e de meu marido, tendo ambos desaparecido no abismo da paisagem islandesa feita de água e gelo. Como o sistema lidou com isso foi um erro sistêmico.

Eu escolhi usar essas crises como uma ferramenta transformadora e, por meio da morte do meu pai, que desapareceu, nunca sendo encontrado, na véspera do Natal de 1987, após eu fazer vinte anos, eu aprendi a valorizar a vida – e não apenas isso, como também aprendi a amar a mim mesma e sair do caminho da autodestruição. Mas, mais importante do que isso, eu aprendi o verdadeiro significado da compaixão.

Quando meu falecido marido desapareceu uns anos depois, eu aprendi da maneira difícil como lidar com crises extremas, incertezas e o medo de não saber o que ia acontecer em seguida. Isso me serviu bem durante tempos de crise, internamente ou externamente.

Depois eu aprendi que sistemas coletivos expressam o comportamento humano durante tempos de crise. É um fato que nossos sistemas são feitos de valores humanos.

Nós os fizemos, nós podemos desfazê-los.

O que parece impossível agora, pode ser bem possível amanhã, porque nós estamos experimentando mudanças muito velozes em todas as frentes.

Então eu encorajo você a começar a desenhar o futuro no qual você quer viver. Encontre a faísca que vai começar a revolução no seu coração.

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Você alguma vez pensou de onde a palavra Revolução vem? Eu realmente gosto dessa palavra – significa mudança, significa evoluir com amor. O quão incrível é isso?

Então por que você teme mudança, por que nós temos tanto medo disso? Tudo está mudando o tempo todo na natureza, e, no entanto, nós fazemos tudo que podemos para fazer congelar o tempo.

Por que você tem tanto medo? Por que nós temos tanto medo?

Talvez porque nós temos feito tudo tão complexo e grande. Talvez seja hora de retornar para os caminhos mais simples, caminhos mais sustentáveis. Nós podemos fazer isso aprendendo entre si, ajudando-nos local e globalmente e lembrando que nós podemos mudar o mundo individualmente. Agora é a hora do passo a frente, de aceitar o desafio e ser quem faz a mudança.

Não espere que outras pessoas façam, chegou a sua hora de fazer diferença.

Eu dei esse passo poucos anos atrás, quando eu estava temporariamente desempregada, uma mãe solteira com a simples meta de descobrir como eu como poderia, enquanto indivíduo, ajudar a criar um futuro sustentável para as próximas gerações, em tempos de grande incertezas depois da crise financeira.

555491Eu tenho de admitir que nunca sonhei em ser uma líder, uma política, uma parlamentar, uma ministra, muito menos Primeira Ministra. Meu pequeno Partido Pirata está atualmente pontuando nas pesquisas como o maior partido na Islândia. Nós estamos humildemente e francamente surpreendidos. E, em tempos como estes, é bom lembrar a mim mesma do círculo de poder. Eu sou uma grande fã do círculo. Eu co-criei a estrutura de poder do Partido Pirata como um círculo. O círculo da comunidade.

Eu me fiz a seguinte promessa: enquanto estiver em serviço, eu tenho que lembrar de escutar o meu coração, escutar a minha intuição e ser impecável com a minha palavra. E, finalmente, eu não devo me importar nem um pouco com a possibilidade de perder esse lugar de poder pois ele nunca foi meu em primeiro lugar.

Durante a entrevista de emprego com toda a nação, quando candidata para um cargo, eu fiz uma promessa de ser o mosquito irritante na barraca, e isso, meus amigos, é uma promessa que eu mantive. Basta perguntar aos meus colegas parlamentares. 🙂

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Minha visão política e meus objetivos políticos principais tomaram forma em um think-tank de base do qual eu fiz parte após o colapso financeiro em 2008, e, durante o trabalho de criação da resolução do Instituto Internacional de Mídia Moderna*, esses objetivos ainda estão no coração da política do Partido Pirata, felizmente.

Primeiro: Envolver o público na reforma do quadro jurídico da Islândia, por meio da democracia direta e da co-criação de uma nova constituição para e pelas pessoas da Islândia; eu estava ciente que nós precisávamos de uma nova fundação ou como eu chamo, de um novo hardware capaz de fazer uma instalação limpa do sistema.

10373699_488311581302597_8385310111740380018_nSegundo: transformar a Islândia em um porto seguro para liberdade de informação, expressão e transparência, com um foco forte em privacidade digital como fundamento da  democracia direta. Criar um sistema jurídico de vanguarda do século 21.

Acho que alguém poderia dizer que sou do tipo que cria partidos, porque eu co-criei dois partidos a partir do zero nos últimos seis anos e meio, com algumas pessoas realmente incríveis. Ambos partidos foram votados para o parlamento.

Uma vez que eu fui eleita seis anos atrás, eu entrei no sistema, bem no coração dele, a assembleia legislativa, como uma hacker legal, analisando seus pontos fortes e fracos para encontrar maneiras de melhorar o sistema.

Eu aprendi desde cedo que seguir minha intuição de poetisa pois ela faz muito mais sentido para mim que as rivalidades e manipulações de ideologias de esquerda ou direita. A ideologia do certo e do errado do mundo antigo simplesmente se superou. Não mais temos parlamentos fortes com uma conexão direta entre o público geral e a pessoa que toma as decisões, e talvez nunca tivemos. Nós temos os chamados políticos profissionais que estão bem fora da realidade em que a maioria de nós vive.

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A maioria das pessoas perceberam que políticas de esquerda ou direita não têm papel útil mais. A ideologia está desatualizada. Criar movimentos políticos baseados em uma agenda comum de questões prementes de direitos humanos básicos e reforma democrática é muito importante agora.

Para que pessoas comuns como nós co-criemos nossa sociedade, é preciso ter ferramentas democráticas para fazê-lo. Pessoas precisam entrar nos parlamentos para mudar as leis, de forma que possamos ter o poder, que é nosso por direito, para impactar nossa sociedade e aplicar uma pressão real sobre quem está no poder para trabalhar para nós (e não para a elite).

Um dos objetivos do Movimento Cívico e do Partido Pirata foi inspirar pessoas comuns a tomar responsabilidades políticas dando um passo a frente e saltando em direção ao desconhecido e, claro, a ser o mosquito na barraca e a abrir as janelas.

Observando diferentes modelos de como humanizar e modernizar o modo como nós dirigimos nossas sociedades, eu cheguei à conclusão que não há atualmente nenhum modelo que sirva para tudo e nunca existirá um que assim o faça. Nós temos que experimentar e estudar o que funciona para cada tipo de sociedade, dependendo do contexto cultural.

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Existem alguns experimentos incríveis de democracia direta sendo implantados com sucesso em todo o mundo. Novos tipos de plataforma de engajamento cidadão estão sendo criados e usados para criar políticas e facilitar a democracia direta, como: Liquid Feedback (do Partido Pirata), D-Cent, Your Piorities, DemocracyOS e WeGov.

Tecnologia que permite acesso direto ao poder está se tornando agora simples o bastante para que as pessoas possam começar a usá-las para formar opinião e forçar mudança política de forma espontânea e comunitária, de baixo para cima.

Uma das tarefas mais importante a frente é ajudar as pessoas a se tornarem cientes de que, se elas querem viver em uma democracia real, elas precisam ser parte desse processo e se engajar. Que viver em uma democracia é um trabalho.

Também é vital que as pessoas comecem a discutir entre pessoas amigas e familiares sobre que tipo de futuro elas querem. Se nós, cidadãs da Terra – não tivermos uma visão clara de nosso rumo, não chegaremos a lugar algum. O 1% tem um mapa claro traçando seu rumo, o que lhes permite estar a frente do resto de nós.

11036982_645623708872145_4006322497407145288_nAlgumas das mais incríveis inovações e criatividades na história da humanidade emergiram em condições de tensão extrema, como no New Deal. Enquanto seres humanos nós agora atingimos um estágio onde nós temos que evoluir para o próximo nível, ou nós vamos falhar em entregar um mundo sustentável para a próxima geração. Por favor, falem sobre como vocês querem que seja o futuro, façam uma projeção, compartilhem suas visões com outras pessoas, comecem agora com a pessoa sentada ao lado.

Se vocês precisarem de uma inspiração, acho que ‘Imagine’ de John Lennon pode ser um bom começo.

A poetisa em mim vai terminar isto com uma chamada para o despertar!

 

Eu tenho visto sinais

o fim do mundo

como nós conhecemos

começou

 

Não entre em pânico

pode parecer assustador

na superfície

 

Ainda assim, dentro de todo

ser humano

uma escolha

para ser um catalisador

 

Terra está chamando

Céu está chamando

Ciência está chamando

Criação está chamando

 

Acorde, acorde agora

Transforme seu coração

em uma máquina de compaixão

 

Agora é o tempo

de atender o chamado de crescimento

o chamado da ação

 

Vocês que fazem a mudança

Dormentes de todas idades

 

ACORDEM

acordem: AGORA

 


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4 comments for ‘Nós, as pessoas, somos o Sistema’ por Birgitta Jónsdóttir

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Diga aos deputados: não censurem nossa Internet

Olá congressista!

O projeto de lei 5.204/16 propõe o bloqueio de acesso a sites "precipuamente dedicados ao crime" hospedados no exterior e sem representação no Brasil, excluindo, expressamente, a possibilidade de bloqueio de aplicativos de troca instantânea de mensagens (sim, o WhatsApp).

Em sua justificativa, anexa ao projeto, argumenta-se que hoje, para se retirar do ar sites criminosos - incluindo aqueles de ponografia infantil e de tráfico de drogas - tem que se expedir uma carta rogatória (documento que pede cumprimento de ordem judicial brasileira no exterior) para o servidor. Por ser demorada, não seria medida adequada de combate a esses crimes, devendo-se, então, bloquear o acesso de brasileiros a tais sites.

Contudo, há um grande problema nessa lógica de combate ao crime: sites que cometem crimes hediondos e torpes, como a pornografia infantil, NÃO estão na internet normal (surface web), e sim na internet não-indexada (deep web). O que isso quer dizer? Que não há como bloquear acesso a esses sites pelas medidas propostas pelo PL. E mesmo que essas trocas de material ilegal na internet esteja sendo feita em território brasileiro, a justiça já tem meios para combatê-las (a operação DarkWeb II da Polícia Federal,  de combate a pornografia infantil online, criminalizada no art. 241-A do Estatuto da Criança e Adolescente, estourou no dia 22/11/2016).

Ou seja, a título de combate a crimes graves, estão dando de um jeitinho de bloquear sites que desatendem aos interesses da indústria fonográfica, punindo a população ao dificultar acesso à informação, cultura e conhecimento.

Ainda que a primeira coisa que venha à mente nessas situações sejam os sites que disponibilizam filmes e séries inteiras para download ilegal, como o MegaFilmesHD e outros sites que já foram fechados, o PL não é nada claro com relação ao que seria considerado um provedor "precipuamente dedicado à pratica de crime", e as violações estabelecidas pela Lei de Direitos Autorais não se limitam ao compartilhamento ilegal de obras protegidas.

Na verdade, está bem longe disso.

A utilização derradeira de determinadas obras protegidas para produção de alguns tipos de obras derivadas –como remix de músicas, fotos para memes e vídeos que utilizam trechos de filmes para desenvolver críticas a eles (O Partido Pirata até já satirizou a #CPICIBER através de um vídeo) – não é permitida pela lei, consistindo em violação ao direito autoral, o que é abrangido pelo PL em questão. A utilização pode ter finalidade lucrativa ou não, o autor da obra derivada pode ser profissional ou amador - não importa, não pode! É possível que esse tipo de utilização bastasse para justificar o bloqueio de determinado provedor de aplicação.

Plataformas que viabilizam o compartilhamento desse tipo de conteúdo em massa e que poderiam eventualmente ser bloqueadas pelo PL são: o Vimeo (plataforma de vídeos); O YouTube (plataforma de vídeo); o SoundCloud (plataforma de músicas); o Flickr (plataforma de fotografia); o MemeGenerator (site que facilita a elaboração de memes) e até mesmo sites dedicados ao compartilhamento de FanFiction –outro tipo de manifestação cultural que é considerada ilegal pela Lei de Direitos Autorais. Nesse sentido, o bloqueio proposto pelo PL 5.204/16 é problemático sob quatro óticas distintas: para os provedores de aplicação, para os autores dos conteúdos, para os usuários e para o interesse público como um todo.

Para os provedores de aplicação, a medida é desproporcional, pois enseja no bloqueio de todos os seus serviços no país, independente de parte dele estar dentro da legalidade ou não. Por exemplo, o SoundCloud, caso bloqueado, o será por completo, apesar de servir também como plataforma para o compartilhamento de obras de forma legal. Já o YouTube poderá ser censurado por disponibilizar vídeos de paródias de músicas, trailers feito por usuários, etc.

Para os autores, o grande problema é a insegurança jurídica gerada pela medida. Como muitas das utilizações não são permitidas pela lei atual, não é possível saber até que ponto elas serão usadas para bloquear o acesso a suas obras. No mais, criadores de conteúdo que produzem obras completamente permitidas pela lei e disponibilizam-nas nessas plataformas serão penalizados por causa daqueles que compartilham obras de forma ilegal. Já para os usuários, a medida é problemática por prejudicar o livre acesso à internet e o acesso às demais obras (legais) hospedadas nessas plataformas –elementos essenciais do direito constitucional de acesso à cultura.

E, por último, para o interesse público, o PL é potencialmente ainda mais perigoso, já que o bloqueio a determinados serviços, com a justificativa de violação ao direito autoral, pode ser utilizado para cercear a liberdade de expressão. O exemplo dos vídeos que utilizam trechos de filmes para criticá-los é ilustrativo, mas grandes produtoras cinematográficas poderão solicitar o bloqueio de sites que hospedem esse tipo de vídeo com o argumento de que seus direitos autorais foram violados.

Este projeto de lei, portanto, se caracteriza como uma medida de combate direto à cultura de compartilhamento, já difundida na nossa geração. O objetivo explicitado no anexo fica em segundo plano, deixando margem para interpretá-lo apenas como um pretexto. Sendo assim, pode-se dizer que não é exagero especular que se trata de uma manobra movida pelo lobby da indústria audiovisual para esconder uma medida conhecidamente impopular.

Assine a petição, entre em contato com seu deputado: lute por uma Internet Livre e contra projetos de censura!

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