Invenção de Brasileiro Ilumina o Mundo

Por Fábio Seletti

Lembra dos apagões que aconteceram em 2002?

Não? Uma retrospectiva: naquele ano algumas coisas entraram na moda. Comprar lâmpadas fluorescentes,  por exemplo. A procura era tanta, que parecia venda em liquidação. Mais econômicas que as utilizadas na época, em um piscar de olhos, substituíram as incandescentes (aquelas amarelas que, se você colocar a mão, queimam…).

Ah! Outra coisa que entrou em voga foi o termo “horário de pico” no vocabulário dos jornalistas. E esse acréscimo no dia a dia jornalístico implicou em customizações do consumo de energia elétrica no cotidiano do cidadão. Nada de tomar banho quente, passar roupa, nem usar secador de cabelo (não que isso em específico tenha me afetado…) entre as 17 e 20h. E se não obedecesse, a punição era dura: corte de energia.

Lembrou? Pois é… Tempos difíceis.

Mas acredite, o tal apagão impulsionou a criação de algo genial, uma invenção que hoje beneficia cerca de 1 milhão de pessoas. Uma moda extremamente simples, que pegou: lâmpada de garrafa Pet.

Alfredo Moser, mineiro de Uberaba, nessa situação complicada há tempos, tentava criar algo para reduzir o consumo de energia. Em um dia de corte, eis que veio a ideia. Bastaram algumas garrafas pet, água e cloro. Estava pronto o invento.

Ficou curioso para saber como faz? Moser explica: “Adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Quanto mais limpa a garrafa, melhor”. De acordo com ele, também é preciso vedar a tampa com fita preta, para favorecer o acúmulo de energia solar. “Um engenheiro veio e mediu a luz. Isso depende de quão forte é o sol, mas é entre 40 e 60 watts”, afirma.

Hoje, o feito tem sido replicado pelo mundo inteiro. Principalmente em países pobres. Nas Filipinas, por exemplo, onde um quarto da população vive abaixo da linha da pobreza, as lâmpadas de pet foram instaladas em 140 mil casas. A iniciativa já alcançou 15 países, dentre eles Bangladesh, Tanzânia e Argentina.

Nas Filipinas em específico, a elaboração das garrafas, seguindo o método de Moser, foi adotado por uma instituição de caridade, MyShelter. O instituto constrói casas a partir de materiais recicláveis. Além disso, a invenção possibilita ajuda em outras frentes. É possível que pessoas em lugares pobres possam cultivar hortas hidropônicas, utilizando a luz da garrafa.

Isso é um maravilhoso exemplo do que a solidariedade constrói. Já pensou se Moser tivesse patenteado o invento? Talvez ele não estivesse sendo utilizado hoje para dar luz às pessoas e salvar vidas…

A propósito, tem uma ideia? Tem? Por que não a colocou em prática ainda? Mãos a obra! Vai que um dia ela entra na moda e venha a ajudar muitas pessoas, como a lâmpada de garrafa pet, de Moser. Se não tem, replique. Pirateie. Piratear está em mais em voga do que nunca!

Avante piratas! AHOY!

Fonte: G1

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