Carros conectados tem brechas a invasão de privacidade, diz estudo

 

 

Carros conectados continuam vulneráveis a ataques e também ameaçam a privacidade dos usuários, diz estudo divulgado por um senador dos Estados Unidos no último domingo (8).

 

O democrata Ed Markey fez uma série de questões a 16 montadoras depois de demonstrações de que é possível invadir o sistema de carros, e, remotamente, fazê-los acelerar, fazendo curvas, buzinar, apagar faróis e alterar odômetro e leitor de nível de combustível.

Além disso, o congressista aponta que dados do veículo, como destinos buscados em sistemas de navegação, são armazenados e enviados às montadoras sem que o motorista seja alertado sobre isso, colocando a privacidade dos consumidores em risco.

A maioria das marcas, conclui o estudo, não tem como detectar brechas ou responder rapidamente a tentativas de ataques. “Os motoristas começaram a depender dessas novas tecnologias, mas, infelizmente, as montadoras não fizeram a parte delas para nos proteger de ciberataques ou invasões de privacidade”, afirma a equipe de Markey em comunicado.

As fabricantes ouvidas foram BMW, Fiat Chrysler, Ford, General Motors, Honda, Hyundai, Jaguar Land Rover, Mazda, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Nissan, Porsche, Subaru, Toyota, Volkswagen e Volvo. Aston Martin, Lamborghini e Tesla não responderam aos questionamentos, diz o senador.

Dados armazenados
O estudo entendeu ainda que muitos dados do histórico de condução dos carros são armazenados sem que os motoristas sejam alertados explicitamente sobre isso ou sobre o uso que essas informações terão.

Ao menos 9 montadoras lançam mão de empresas terceirizadas para coletar dados dos veículos, e algumas enviam essas informações a data centers também terceirizados. “A maioria das fabricantes oferecem tecnologias que não só gravam como transmitem dados do veículos, via conexão sem fio, às montadoras ou a terceiros”, diz o estudo.

Entre esses dados estão itinerários dos veículos, último local onde foi estacionado, distância e tempo de deslocamento e destinos buscados em sistemas de navegação.

Markey é membro do comitê de comércio do Senado dos EUA com jurisdição sobre telecomunicações e a indústria automotiva. O relatório levanta potencial para maior escrutínio regulatório sobre os sistemas conectados de veículos, instando a Administração National de Segurança de Tráfego dos Estados Unidos e a Comissão Federal de Comércio a “promulgar novos padrões para proteger os dados, a segurança e a privacidade de motoristas”.

 

fonte: (Reuters)

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