1 Ano de Refúgio de Assange: Liberdade para Assange, Anakata, Manning e Snowden.

Ano de Refúgio de Assange: Liberdade para Assange, Anakata, Manning e Snowden
Ato no Consulado Geral do Reino Unido, em São Paulo, em 19.6.2013.


A última quarta-feira, 19 de junho, foi marcada pelo primeiro aniversário da reclusão de Julian Assange, fundador do WikiLeaks, na Embaixada do Equador em Londres. Sob forte vigilância da Polícia Inglesa, ele não pode sair da embaixada nem mesmo para se deslocar até o aeroporto e voar ao Equador, país cujo governo (de Rafael Correa) lhe concedeu asilo político em agosto do ano passado.

Assange está sendo processado na Suécia por dois abusos sexuais, mas as condições dessas acusações são questionáveis. Ele alega que o motivo real seria uma segunda extradição para os Estados Unidos, onde será arbitrariamente processado por crimes como traição e colocar em risco a segurança daquela nação. Recentemente foi divulgada uma conversa de agentes da inteligência britânica que também acreditam nisso. Como Assange é cidadão autraliano, entendemos que ele não deve nenhuma lealdade aos EUA, especialmente devido a seu governo, que trai a confiança de todos, nacionais e estrangeiros, vigiando seus dados e invandindo sua privacidade. Para saber mais:

http://outraspalavras.net/outrasmidias/?p=12691
http://juntos.org.br/2012/08/assange-livre/
http://partidopirata.org/nota-de-apoio-do-partido-pirata-a-julian-assange-2/

No filme The Pirate Bay: Away From Keyboard (TPB:AFK), também é perceptível o peso da influência estadunidense na condenação de Peter Sunde, Fredrik Neij e, principalmente, de Gottfrid Svartholm; além do site de compartilhamento, ele colaborou com o projeto WikiLeaks.

Bradley Manning e Edward Snowden eram ambos servidores públicos estadunidenses na área de defesa. No entanto, seu descontentamento e denúncias motivadas por razões éticas são indicativos de que o chamado “interesse nacional” é o interesse de certos grupos dirigentes e não representam a população do país (e do mundo). A prisão de ambos atenta contra as liberdades de expressão e de consciência.
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O movimento Juntos! e o Partido Pirata – São Paulo, com apoio do Fora do Eixo, realizaram um ato no Consulado Geral Britânico, em São Paulo, em protesto à decisão do Governo do Reino Unido de não dar o salvo-conduto à Assange para chegar ao destino de seu asilo político, o Equador.

A ação consistiu na entrega da carta que vai abaixo para o Cônsul-geral do Reino Unido, John Doddrell, solicitando ao governo deste país o salvo-conduto em respeito à situação controversa da acusação que recebe, e do possível tratamento que receberá se chegar aos Estados Unidos, assim como Bradley Manning.

Cinco membros do Juntos e dos Piratas foram ao Consulado Britânico. A primeira surpresa foi encontrar uma viatura e uma Base Comunitária móvel e cinco policiais para cobrir o evento. Fomos abordados por eles ao nos direcionar ao edifício, questionando sobre o ato, se só seríamos nós a participar. Com a resposta afirmativa, os policiais reclamaram o fato de haver 90 confirmações no evento do Facebook e pegaram nossos documentos para averiguação. Por incrível que pareça, dado o momento que estávamos vivendo em São Paulo, os policiais foram extremamente corteses.

Ainda no pátio externo do edifício, fomos abordados pela segurança que questionou o que faríamos ali, e dizendo que apenas um poderia entrar. O que deve ser notado é que o prédio do Consulado Britânico em São Paulo é local de funcionamento de outras instituições (inclusive uma escola Cultura Inglesa) e, por isso, é sempre bastante receptivo e não restritivo à entrada de pessoas. Esse argumento nos permitiu chegar ao hall, acompanhado de um deles. Na recepção, foi mantido que apenas um por vez poderia ir a uma espécie de secretaria onde a carta seria entregue. Um dos intrépidos desse grupo foi incumbido da missão.

Na conversa com o segurança do Consulado, ouvimos que a carta não poderia ser entregue diretamente ao Cônsul por questões de segurança, nem poderia protocolar sua entrega. Entendemos isso como uma tentativa de deixar o protesto na sombra e não lhe dar oficialidade.

O fato comprova que a vigilância das redes já é uma realidade aqui no Brasil. Ironicamente, nossa manifestação era de apoio a quatro figuras que têm sua liberdade violada por políticas de segurança retrógradas e repressivas, mas não temos dúvidas de que há muitas outras manifestações sendo monitoradas pela ABIN e pela polícia, como temos visto nos últimos dias na imprensa.

Seguiremos na luta em defesa daqueles que são perseguidos por divulgar verdades inconvenientes sobre os poderosos. Estamos planejando mais ações nesse mesmo sentido. Aguardem!

 

assange

 

 

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