Carta de navegação do Partido Pirata

O Partido Pirata do Brasil elaborou, em junho de 2013, a Cartilha Pirata, uma publicação com informações básicas para as pessoas que quiserem saber um pouco mais antes de embarcar, bem como para a imprensa, simpatizantes e curiosos.

Essa espécie de carta de navegação conta a história do surgimento do Partido Pirata no Brasil, as ideias que ele defende, as causas pelas quais luta e sua forma de organização. São abordados temas como a tecnologia digital, o empoderamento democrático, o Marco Civil da Internet no Brasil e a pirataria online. Você poderá compreender o motivo do nome do partido e ter uma visualização amigável do Estatuto e do Programa, além de conhecer os integrantes da Executiva Nacional e os Coordenadores Regionais.

Disponível no site Calaméo

link pra baixar o pdf

link


Kommentare

13 comments for Carta de navegação do Partido Pirata

  1. guest commented at

    link para download: social.partidopirata.org/se/outros-arquivos/cartilhapirata23mar2013.pdf

  2. Gilberto commented at

    KKKKKKK! Bem elabora. Principalmente a parte da contra capa sobre a bicicleta…

  3. Anderson commented at

    Oi,

    Só uma dúvida: já que vocês buscam uma maior liberdade de informação, tecnologias livres etc., então por quê usar uma tecnologia proprietária como o Flash?

    E concordo com o marcelo sp sobre a tradução do site. Exemplos? Aqui mesmo na parte de comentários:
    1. “Comments

    8 Kommentare zu Carta de navegação do Partido Pirata”

    2. “Deine E-Mail-Adresse wird nicht veröffentlicht. Erforderliche Felder sind markiert *”

    Abraços e boa sorte.

    • fabio commented at

      Realmente o link não está disponível para download. No entanto, pelo link, pode-se ler a Carta de Navegação na íntegra.

      Att.

  4. marcelo sp commented at

    Gostaria também de baixar a cartilha mas o link esta desativado.
    Outra sugestão: que tal traduzir o site do Alemão pra o Português? Nada contra os germânicos, mas seria simpático ver o site totalmente na nossa língua.

  5. Marcell Almeida commented at

    Queria poder baixar a cartilha e talvez até imprimir. Joguem no Google Drive que dá pra fazer isso por lá!

    Continuem assim. Avante piratas!!

  6. Thierry Reis commented at

    Na página de “Valorização dos Autores”, o gráfico poderia ter sido atualizado com números factuais, não apenas uma representação metafórica do monopólio das produtoras/gravadoras.

  7. Leonardo commented at

    Queria parabeniza-los achei muito bacana a ideia, a cartilha explica bem a que o partido se propõem, desejo sucesso e que o partido não tenha seus ideia corrompidos pelo poder!

Deixe uma resposta

Notice: Comments reflect the opionions of those who did wrote theme. Allowing people comment here, doenst mean, that we also agree with them.

Your email address won't be displayed. Required fields are marked with this sign: *

More information

Assine a petição!

 

653 signatures

Diga aos deputados: não censurem nossa Internet

Olá congressista!

O projeto de lei 5.204/16 propõe o bloqueio de acesso a sites "precipuamente dedicados ao crime" hospedados no exterior e sem representação no Brasil, excluindo, expressamente, a possibilidade de bloqueio de aplicativos de troca instantânea de mensagens (sim, o WhatsApp).

Em sua justificativa, anexa ao projeto, argumenta-se que hoje, para se retirar do ar sites criminosos - incluindo aqueles de ponografia infantil e de tráfico de drogas - tem que se expedir uma carta rogatória (documento que pede cumprimento de ordem judicial brasileira no exterior) para o servidor. Por ser demorada, não seria medida adequada de combate a esses crimes, devendo-se, então, bloquear o acesso de brasileiros a tais sites.

Contudo, há um grande problema nessa lógica de combate ao crime: sites que cometem crimes hediondos e torpes, como a pornografia infantil, NÃO estão na internet normal (surface web), e sim na internet não-indexada (deep web). O que isso quer dizer? Que não há como bloquear acesso a esses sites pelas medidas propostas pelo PL. E mesmo que essas trocas de material ilegal na internet esteja sendo feita em território brasileiro, a justiça já tem meios para combatê-las (a operação DarkWeb II da Polícia Federal,  de combate a pornografia infantil online, criminalizada no art. 241-A do Estatuto da Criança e Adolescente, estourou no dia 22/11/2016).

Ou seja, a título de combate a crimes graves, estão dando de um jeitinho de bloquear sites que desatendem aos interesses da indústria fonográfica, punindo a população ao dificultar acesso à informação, cultura e conhecimento.

Ainda que a primeira coisa que venha à mente nessas situações sejam os sites que disponibilizam filmes e séries inteiras para download ilegal, como o MegaFilmesHD e outros sites que já foram fechados, o PL não é nada claro com relação ao que seria considerado um provedor "precipuamente dedicado à pratica de crime", e as violações estabelecidas pela Lei de Direitos Autorais não se limitam ao compartilhamento ilegal de obras protegidas.

Na verdade, está bem longe disso.

A utilização derradeira de determinadas obras protegidas para produção de alguns tipos de obras derivadas –como remix de músicas, fotos para memes e vídeos que utilizam trechos de filmes para desenvolver críticas a eles (O Partido Pirata até já satirizou a #CPICIBER através de um vídeo) – não é permitida pela lei, consistindo em violação ao direito autoral, o que é abrangido pelo PL em questão. A utilização pode ter finalidade lucrativa ou não, o autor da obra derivada pode ser profissional ou amador - não importa, não pode! É possível que esse tipo de utilização bastasse para justificar o bloqueio de determinado provedor de aplicação.

Plataformas que viabilizam o compartilhamento desse tipo de conteúdo em massa e que poderiam eventualmente ser bloqueadas pelo PL são: o Vimeo (plataforma de vídeos); O YouTube (plataforma de vídeo); o SoundCloud (plataforma de músicas); o Flickr (plataforma de fotografia); o MemeGenerator (site que facilita a elaboração de memes) e até mesmo sites dedicados ao compartilhamento de FanFiction –outro tipo de manifestação cultural que é considerada ilegal pela Lei de Direitos Autorais. Nesse sentido, o bloqueio proposto pelo PL 5.204/16 é problemático sob quatro óticas distintas: para os provedores de aplicação, para os autores dos conteúdos, para os usuários e para o interesse público como um todo.

Para os provedores de aplicação, a medida é desproporcional, pois enseja no bloqueio de todos os seus serviços no país, independente de parte dele estar dentro da legalidade ou não. Por exemplo, o SoundCloud, caso bloqueado, o será por completo, apesar de servir também como plataforma para o compartilhamento de obras de forma legal. Já o YouTube poderá ser censurado por disponibilizar vídeos de paródias de músicas, trailers feito por usuários, etc.

Para os autores, o grande problema é a insegurança jurídica gerada pela medida. Como muitas das utilizações não são permitidas pela lei atual, não é possível saber até que ponto elas serão usadas para bloquear o acesso a suas obras. No mais, criadores de conteúdo que produzem obras completamente permitidas pela lei e disponibilizam-nas nessas plataformas serão penalizados por causa daqueles que compartilham obras de forma ilegal. Já para os usuários, a medida é problemática por prejudicar o livre acesso à internet e o acesso às demais obras (legais) hospedadas nessas plataformas –elementos essenciais do direito constitucional de acesso à cultura.

E, por último, para o interesse público, o PL é potencialmente ainda mais perigoso, já que o bloqueio a determinados serviços, com a justificativa de violação ao direito autoral, pode ser utilizado para cercear a liberdade de expressão. O exemplo dos vídeos que utilizam trechos de filmes para criticá-los é ilustrativo, mas grandes produtoras cinematográficas poderão solicitar o bloqueio de sites que hospedem esse tipo de vídeo com o argumento de que seus direitos autorais foram violados.

Este projeto de lei, portanto, se caracteriza como uma medida de combate direto à cultura de compartilhamento, já difundida na nossa geração. O objetivo explicitado no anexo fica em segundo plano, deixando margem para interpretá-lo apenas como um pretexto. Sendo assim, pode-se dizer que não é exagero especular que se trata de uma manobra movida pelo lobby da indústria audiovisual para esconder uma medida conhecidamente impopular.

Assine a petição, entre em contato com seu deputado: lute por uma Internet Livre e contra projetos de censura!

[your signature]

Compartilhe com seus amigos:

Publicações