Fundado o Partido Pirata do Brasil!

Os piratas brasileiros içaram suas velas e fundaram o Partido Pirata do Brasil durante a Convenção Nacional, que ocorreu nos dias 27 e 28 de julho de 2012, na ensolarada Recife. Participaram daquele momento 115 pessoas, de 15 estados brasileiros. Durante dois dias os e as piratas discutiram seu programa partidário, aprovaram seus estatutos e elegeram sua Executiva Nacional.
Em atividade desde 2007, o partido já conta com mais de 900 membros cadastrados em seu sistema de membros – e entrou em cena para dar uma lufada de vento fresco na política partidária brasileira. Vencida essa primeira etapa, os Piratas navegam agora em busca de 500 mil assinaturas para concluir o percurso de oficialização junto ao TSE até o fim do ano de 2013, e, desse modo, poder lançar candidaturas piratas nas próximas eleições, em 2014.
Com as bandeiras da liberdade de expressão, transparência pública e compartilhamento do conhecimento propiciada pelas novas tecnologias, o Partido Pirata surgiu a partir de um movimento idealizado por Rick Falkvinge (fundador do primeiro Partido Pirata, na Suécia, em 2006) que vem ganhando o mundo e reformulando o debate mundial ao promover as novas possibilidades de exercício democrático. Ele está presente em 60 países, se oficializou em 15,  e, portanto, pode disputar eleições, e já conta com parlamentares nos níveis municipais, estaduais e federais. E, recentemente, conquistou o poder executivo em uma pequena cidade alemã com o ingresso do prefeito ao partido. Vale ressaltar que, ao contrário do que se possa pensar, ele não é um partido internacional, com seções em diversos países, mas, sim, um movimento que se alinha em torno de ideias sob a forma de um programa, incrementado com propostas para atender às necessidades e solucionar os problemas locais.
No Brasil, o Partido Pirata, além de defender o colaborativismo, a inclusão digital e a utilização de software livre, também se propõe apoiar o desenvolvimento de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, meio-ambiente, entre outras. Apoiamos movimentos organizados de direitos civis, e queremos investir no empoderamento democrático da população brasileira, reduzindo o abismo entre representantes e representados. Ao abraçar as causas de diversos movimentos sociais, o partido deseja assim dar voz a quem não tem, e reaproximar as pessoas do fazer político. Além, é claro, de atualizar a democracia às novas formas de interação proporcionadas pela rede mundial de computadores, que permitem uma distribuição segmentada de qualquer informação. E, de quebra, contribuir para a construção colaborativa de uma sociedade moderna, livre, participativa e pluralista.

Já que você está aqui…

… nós estamos pedindo por um pequeno favor. Diferente de outras organizações, não recebemos dinheiro de governos e nem de empresas. Também não cobramos por acessos às nossas ferramentas. O Partido Pirata é uma organização independente que luta por direitos digitais, o livre compartilhamento de informações, privacidade para as pessoas e transparência de governos e corporações. Somos pessoas voluntárias tentando construir dia após dia o partido e precisamos de dinheiro para colocar algumas ideias em prática e cobrir diversos gastos. Isso requer muito trabalho e fazemos pois acreditamos que a nossa perspectiva importa porque –  também pode ser sua perspectiva.


Kommentare

2 comments for Fundado o Partido Pirata do Brasil!

  1. alex commented at

    acho que alguem tem que organizar um jeito de certo grupos politicos de fazer a maquina funcionar em causa propria eu m elembro o que ocorreu quando umalei antiga iria permitir que obras cissem no dominiopublico o que fizeram industrias como a disney fizeram lobi para mudar a lei esse tipo de coisa tem que acabar ou se não voltaremos ao tempo da servidão e dos cidadãos de terceira classe

  2. Iggor Vital Brazil commented at

    Acabei de conhecer o partido e fiquei um tanto interessado na proposta de vocês. Li e re-li as declarações do site, e realmente, pretendo me aliar a vocês e difundir suas idéias. Infelizmente não sou um empresário de poder para ajudá-los economicamente, mas sou um brasileiro “anônimo” com a paciência pra lá de alterada com nossa política atual, e tenho grande intuito de ajudá-los moralmente, difundindo esta ideia.

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