Fórum de Desgovernança da Internet #IUF2015

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#IUF2015 Internet Ungovernance Forum

Por KaNNoN

Em Novembro, o Brasil mais uma vez irá sediar o Fórum de Governança da Internet (IGF, na sigla em inglês) em João Pessoa. Uma iniciativa da ONU em que governantes, corporações e representantes da sociedade civil discutem os futuros da “governança multilateral da Internet.”

Assim como na NetMundial, a “governança multilateral da Internet” é um circo farsante, recheado de discussões estéreis para manter cidadãs e cidadãos ocupados, enquanto as empresas e os governos dão a palavra final em que não há nada de concreto em defesa do interesse coletivo. A farsa da governança da Internet, do IGF e da NetMundial, deve servir como um chamado para as pessoas acordarem para o verdadeiro desejo de acabar com a vigilância em massa e fomentar as liberdades digitais.

Neste sentido, e, paralelamente ao evento da ONU, irá ocorrer o Fórum de Desgovernança da Internet (IUF, na sigla em inglês). “No IGF os mais urgentes problemas da Internet não recebem a devida atenção. Devido ao formato do evento, os principais perpetuadores de muitos dos problemas da internet, governos e corporações, terão uma representatividade no IGF que eles não merecem. Dadas estas circunstâncias, decidimos defender a Internet como nós a conhecemos criando um espaço para dar voz à iniciativas da sociedade civil, ativistas e pessoas comuns, em um fórum paralelo”, diz o site do IUF.

Apesar de contar com apoio de Partidos Pirata do mundo todo, o evento é suprapartidário.

O IUF ainda conta com apoio de mídias independentes como Coletivo Mariachi, Global Revolution e The Cryptosphere, grupos que defendem o livre compartilhamento como Copyfight e Espírito Livre, assim como ONGs que defendem direitos digitais, a Electronic Frontier Foundation (EFF), hackerspaces como RaulHacker e MateHacker, movimentos políticos como o Círculo de Cidadania, Occupy Brazil e células Anonymous.

Há uma campanha para arrecadar fundos para bancar despesas de infraestrutura para um streaming ao vivo e participação remota assim como as passagens de convidadas e palestrantes como Birgitta Jónsdóttir e Amelia Andersdotter. Caso a meta seja superada, há ainda a intenção em fazer um hackaton e um documentário sobre o evento.

As doações podem ser feitas no site via cartão de crédito e boleto ou diretamente pelo link: http://www.banque.com.br/


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