Cientista descobre “backdoors” em todos os dispositivos iOS Apple

AFP Photo / Getty Images / Justin Sullivan

AFP Photo / Getty Images / Justin Sullivan

Cientista forense e autor Jonathan Zdziarski postou arquivos em (PDF) da sua palestra na Hackers on Planet Earth conferência (HOPE X), em Nova York chamado Identificar Backdoors, pontos de ataque e de Mecanismos vigilância em dispositivos iOS. A conferência HOPE começou em 1994 e se apresenta como “um dos eventos mais criativos e diversificados de hackers do mundo.”

São vários serviços sem documentos (com nomes como “lockdownd ‘,’ pcapd ‘,’ mobile.file_relay ‘e’ house_arrest ‘) que são executados em segundo plano em mais de 600 milhões de dispositivos iOS.

Pra quem não conhece o termo “backdoors” em computadores é uma falha de segurança que permite a invasão do sistema e obter total controle do dispositivo do usuário.

Zdziarski, mais conhecido como o hacker “NerveGas” na comunidade de desenvolvimento do iPhone, trabalhou como membro Dev-Team em muitos dos primeiros jailbreaks de iOS e é autor de cinco livros da O’Reilly relacionadas com o iOS.

De acordo com Jonathan em sua palestra o iPhone é “razoavelmente seguro” a um ataque típico de um hacker e que são os dispositivos mais seguros atualmente, exceto pela Apple e o governo que tem acesso a porta dos fundos.

Mas ele observa que a Apple tem “trabalhado duro para garantir o acesso aos dados em dispositivos de usuário final em nome da aplicação da lei” você pode ver claramente isso no link das “diretrizes de processos e aplicação da lei” da Apple, o que acaba protegendo a empresa sobre o acesso a backdoors nos dispositivos iOS.

Zdziarski também observa que simplesmente bloquear a tela de um iPhone não muda nada e que quando os dispositivos iOS estão ligados, suas backdoors estão acessíveis a todo momento para roubo de informações e dados, único modo é desligar o aparelho nada atraente.

Vários fabricantes de software forense comerciais, incluindo Cellebrite, AccessData e Elcomsoft utilizam as backdoor do iOS, para venda do seus produtos para as agências de aplicação da lei para enormes lucros, de acordo com Zdziarski.

Cada dia que passa, percebemos que todo está sendo monitorado pelos governos e as grandes empresas, embora isso possa ferir a nossa privacidade, não precisamos se preocupar com isso, pelo fato que as ferramentas são usadas para desvendar criminosos e se você não é um, use seu iPhone sem medo.

Fonte: ZDNet

link original 

resposta da apple

http://blogtudovariadobrasil.blogspot.com.br/2014/07/apple-responde-alegacoes-de-que-o-ios.html


Kommentare

5 comments for Cientista descobre “backdoors” em todos os dispositivos iOS Apple

  1. Pedro commented at

    Vocês precisam de um tradutor para a página de vocês, a ferramenta de tradução do google pode até ser boa, mas é incapaz de providenciar traduções mais precisas e contextualizadas

  2. Alisson commented at

    Quem eacreveu este artigo não tem senso de pesquisa e aprendizagem. Claramente tendencioso e muito mal escrito. Em certo momento tive a impressão desatar lendo uma redação de alguma criança no ensino fundamental.

  3. Nick commented at

    “Cada dia que passa, percebemos que todo está sendo monitorado pelos governos e as grandes empresas, embora isso possa ferir a nossa privacidade, não precisamos se preocupar com isso, pelo fato que as ferramentas são usadas para desvendar criminosos e se você não é um, use seu iPhone sem medo.” — Obrigado pela ironia no fim do texto.

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Diga aos deputados: não censurem nossa Internet

Olá congressista!

O projeto de lei 5.204/16 propõe o bloqueio de acesso a sites "precipuamente dedicados ao crime" hospedados no exterior e sem representação no Brasil, excluindo, expressamente, a possibilidade de bloqueio de aplicativos de troca instantânea de mensagens (sim, o WhatsApp).

Em sua justificativa, anexa ao projeto, argumenta-se que hoje, para se retirar do ar sites criminosos - incluindo aqueles de ponografia infantil e de tráfico de drogas - tem que se expedir uma carta rogatória (documento que pede cumprimento de ordem judicial brasileira no exterior) para o servidor. Por ser demorada, não seria medida adequada de combate a esses crimes, devendo-se, então, bloquear o acesso de brasileiros a tais sites.

Contudo, há um grande problema nessa lógica de combate ao crime: sites que cometem crimes hediondos e torpes, como a pornografia infantil, NÃO estão na internet normal (surface web), e sim na internet não-indexada (deep web). O que isso quer dizer? Que não há como bloquear acesso a esses sites pelas medidas propostas pelo PL. E mesmo que essas trocas de material ilegal na internet esteja sendo feita em território brasileiro, a justiça já tem meios para combatê-las (a operação DarkWeb II da Polícia Federal,  de combate a pornografia infantil online, criminalizada no art. 241-A do Estatuto da Criança e Adolescente, estourou no dia 22/11/2016).

Ou seja, a título de combate a crimes graves, estão dando de um jeitinho de bloquear sites que desatendem aos interesses da indústria fonográfica, punindo a população ao dificultar acesso à informação, cultura e conhecimento.

Ainda que a primeira coisa que venha à mente nessas situações sejam os sites que disponibilizam filmes e séries inteiras para download ilegal, como o MegaFilmesHD e outros sites que já foram fechados, o PL não é nada claro com relação ao que seria considerado um provedor "precipuamente dedicado à pratica de crime", e as violações estabelecidas pela Lei de Direitos Autorais não se limitam ao compartilhamento ilegal de obras protegidas.

Na verdade, está bem longe disso.

A utilização derradeira de determinadas obras protegidas para produção de alguns tipos de obras derivadas –como remix de músicas, fotos para memes e vídeos que utilizam trechos de filmes para desenvolver críticas a eles (O Partido Pirata até já satirizou a #CPICIBER através de um vídeo) – não é permitida pela lei, consistindo em violação ao direito autoral, o que é abrangido pelo PL em questão. A utilização pode ter finalidade lucrativa ou não, o autor da obra derivada pode ser profissional ou amador - não importa, não pode! É possível que esse tipo de utilização bastasse para justificar o bloqueio de determinado provedor de aplicação.

Plataformas que viabilizam o compartilhamento desse tipo de conteúdo em massa e que poderiam eventualmente ser bloqueadas pelo PL são: o Vimeo (plataforma de vídeos); O YouTube (plataforma de vídeo); o SoundCloud (plataforma de músicas); o Flickr (plataforma de fotografia); o MemeGenerator (site que facilita a elaboração de memes) e até mesmo sites dedicados ao compartilhamento de FanFiction –outro tipo de manifestação cultural que é considerada ilegal pela Lei de Direitos Autorais. Nesse sentido, o bloqueio proposto pelo PL 5.204/16 é problemático sob quatro óticas distintas: para os provedores de aplicação, para os autores dos conteúdos, para os usuários e para o interesse público como um todo.

Para os provedores de aplicação, a medida é desproporcional, pois enseja no bloqueio de todos os seus serviços no país, independente de parte dele estar dentro da legalidade ou não. Por exemplo, o SoundCloud, caso bloqueado, o será por completo, apesar de servir também como plataforma para o compartilhamento de obras de forma legal. Já o YouTube poderá ser censurado por disponibilizar vídeos de paródias de músicas, trailers feito por usuários, etc.

Para os autores, o grande problema é a insegurança jurídica gerada pela medida. Como muitas das utilizações não são permitidas pela lei atual, não é possível saber até que ponto elas serão usadas para bloquear o acesso a suas obras. No mais, criadores de conteúdo que produzem obras completamente permitidas pela lei e disponibilizam-nas nessas plataformas serão penalizados por causa daqueles que compartilham obras de forma ilegal. Já para os usuários, a medida é problemática por prejudicar o livre acesso à internet e o acesso às demais obras (legais) hospedadas nessas plataformas –elementos essenciais do direito constitucional de acesso à cultura.

E, por último, para o interesse público, o PL é potencialmente ainda mais perigoso, já que o bloqueio a determinados serviços, com a justificativa de violação ao direito autoral, pode ser utilizado para cercear a liberdade de expressão. O exemplo dos vídeos que utilizam trechos de filmes para criticá-los é ilustrativo, mas grandes produtoras cinematográficas poderão solicitar o bloqueio de sites que hospedem esse tipo de vídeo com o argumento de que seus direitos autorais foram violados.

Este projeto de lei, portanto, se caracteriza como uma medida de combate direto à cultura de compartilhamento, já difundida na nossa geração. O objetivo explicitado no anexo fica em segundo plano, deixando margem para interpretá-lo apenas como um pretexto. Sendo assim, pode-se dizer que não é exagero especular que se trata de uma manobra movida pelo lobby da indústria audiovisual para esconder uma medida conhecidamente impopular.

Assine a petição, entre em contato com seu deputado: lute por uma Internet Livre e contra projetos de censura!

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