Blog de rodrix

Patentes? Não, muito obrigado!

Marcos Barbosa de Oliveira
Universidade de São Paulo

Publicado no Jornal do Campus da USP, ano 26, nº 336, abril de 2008, p. 2. Resposta à pergunta “A obtenção de patentes pela universidade pública deve ser incentivada?” A defesa da resposta afirmativa foi feita por Oswaldo Massambani, Coordenador da Agência USP de Inovação, com o texto “Patentear e publicar: receita do sucesso”.

As patentes podem ser vendidas, compradas ou alugadas, em uma palavra, as patentes são mercadorias. A cada patente corresponde uma inovação tecnocientífica e assim, o sistema de patentes é o dispositivo que mercantiliza a tecnociência –, isto é, que faz com que as inovações tecnocientíficas funcionem como mercadorias. A mercantilização da tecnociência coloca nas mãos do mercado a determinação do rumo e do ritmo de seu desenvolvimento. Para quem tem tanta confiança no mercado a ponto de achar sensato deixar a seu cargo decisões tão importantes para os destinos da humanidade como são as referentes ao desenvolvimento tecnocientífico, para quem acredita que o sistema de patentes é a única maneira de promover esse desenvolvimento e, de um outro prisma, para quem sustenta que a Universidade deve procurar suas próprias fontes de recurso, diminuindo sua dependência do Estado, a resposta à pergunta em pauta é: talvez. Talvez porque mesmo entre os que aceitam esses três pressupostos, há dúvidas sobre a conveniência de botar a Universidade em busca de patentes. As patentes podem ser um bom negócio, mas não um bom negócio para a Universidade.

Patentear a Vida

Verdaguer
(*) Michael Crichton
The New York Times


Você ou alguém a quem você ama poderá morrer devido a uma patente genética que, para inicio de conversa, nunca deveria ter sido concedida. Legítimo ou improvável? Desgraçadamente, é um fato muito real.

As patentes genéticas usadas agora impedem a pesquisa, impedem a comprovação médica e mantêm informação vital longe do paciente e de seu médico. Patentes de genes retardam o caminho dos avanços médicos sobre doenças mortais. E elevam os custos exorbitantemente: um teste para câncer de mama que poderia ser realizado por US. 1.000 custa U$. 3.000.

No Diálogo Interplanetário de Cultura Livre - FSM 2010

26/01 - Que Cultura queremos?

Cara e Señal 11

Cheguei no dia 25 de janeiro e armei a minha barraca na escola Ícaro em Canoas. Com o ônibus que chegou de São Paulo, chegou um ônibus do Uruguai e outro da Argentina. Depois peguei o trem para Porto Alegre e fui ver a marcha do Fórum Social Mundial. Havia diversos grupos desde o movimento GLBT a Maristas, desde partidos e sua infinidade bandeiras e sindicatos com seus carros de som tocando axé até grupos anarko punks que naturalmente eram os mais animados ficando ao "sul" da marcha. Destes últimos peguei um panfleto copi-cola-xerox que dizia "Estupro é uma realidade cotidiana".

Infelizmente não pude estar na abertura do Diálogo Interplanetário de Cultura Livre porque fui me encontrar com Alissa com quem troquei muitas idéias sobre o Partido Pirata e a forma como estávamos nos organizando. Ela me falou da Festa Pirata que organiza e promove a livre circulação cultural. Gostei muito da conversa. Á tarde peguei uma parte do diálogo "Conceito de Cultura livre" no parque de Canoas. Participou o rapper Gog e pessoal da radio livre da Argentina La Tribu que comemorava seus "20 años de amor" além de integrantes do Musica para Baixar, Livreiros independentes da Argentina e Coletivo Epidemia entre outros. Foi apresentado as experiências de cada grupo e principalmente foi discutido o papel do músico como o porta-voz da cultura livre. Fernando e integrantes de O Teatro Mágico contaram sua experiência com as gravadoras e o fato de quando terem usado meios alternativos de distribuição de música que a música deles foi mais ouvida, "quando o contrato foi feito com o público e não com a gravadora" como disse Fernando do O Teatro Mágico.

Reunião na Casa de Cultura Digital (São Paulo/SP - 08/11/2009)

Casa de Cultura Digital

Tivemos uma reunião bem produtiva na Casa de Cultura Digital. O lugar é bem agradável e as pessoas foram muito receptivas e generosas. Falamos Bastante sobre o Marco Civil e a forma como está estruturado os eixos. Falamos da urgência de fechar logo os pontos e de incluir no site da consulta nossas proposições. Se falou sobre a última reunião de IRC que aconteceu domingo passado e uma forma mais eficiente de organizar as tarefas. Se conversou sobre a gente fazer um contato com Amelia Andersdotter (piratpartiet) que vem para São Paulo Participar do Fórum Brasileiro de Cultura Digital daqui a cerca de duas semanas. Se falou bastante sobre o movimento dos Partidos Piratas no mundo e nosso papel nele, a conjuntura internacional e as pendências do nosso movimento.

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