Bem vindos ao The Intercept, por Gleen Greenwald, Laura Poitras e Jeremy Scahill

Texto original de Glenn Greenwald, Laura Poitras e Jeremy Scahill, publicado em 10/02/2014 no site The Intercept

The Intercept

Estamos animados em dar boas vindas a todos e todas ao The Intercept, uma publicação do grupo (FLM). The Intercept, que foi criado por nós três, é a primeira de inúmeras revistas digitais que serão publicadas pelo FLM.

Tão logo decidimos produzir o The Intercept, nós nos empenhamos em recrutar muitos dos jornalistas cujo trabalho há muito tempo respeitávamos e admirávamos: aqueles que possuem um longo histórico de ultrapassar barreiras, assumir riscos, e de produzir jornalismo inovador e rigoroso.

Montamos uma equipe de jornalistas e editores experientes e independentes (veja nossa equipe de apoio aqui). Nossa missão principal é garantir a prestação de contas dos mais poderosos governos e facções, e para isso, vamos abordar um amplo espectro de temas.

Ser capaz de trabalhar com escritores dos mais talentosos como Liliana Segura, Dan Froomkin, Peter Maass e Marcy Wheeler, junto com uma equipe de jovens e agressivos repórteres tais como Murtaza Hussain, Ryan Gallagher e Ryan Devereaux, é realmente encorajador. Para nossas reportagens,  contamos tanto com a expertise técnica de Micah Lee quanto com a expertise legal de Daniel Novack. Conforme nossa equipe cresce, o ethos de jornalismo independente e corajoso é o que irá nos guiar.

The Intercept possui uma missão dupla: uma de curto outra de longo prazo.

Nossa missão de curto prazo é limitada mas de importância crítica: prover uma plataforma e uma estrutura editorial na qual divulgar agressivamente as revelações providas a nós por nossa fonte, o denunciante ex-técnico da NSA, Edward Snowden. Nós decidimos lança-la agora porque decidimos que possuímos um compromisso vital e urgente com essa história, com esses documentos e com o público.

Nos últimos sete meses, os jornalistas que divulgaram esses documentos da Agência de Segurança Nacional (NSA) foram repeatidamente ameaçados por um grande número de representantes do governo. Em alguns casos, a campanha intimidatória foi além de simples ameaças. Essas táticas intimidatórias se  intensificaram nas semanas recentes e se tornaram claramente concertadas e coordenadas.

Nada disso impedirá o jornalismo que estamos realizando. Uma das funções básicas do The Intercept é insistir e defender a Liberdade de Imprensa daqueles que pretendem viola-la. Estamos determinados a dar prosseguimento ao que acreditamos se tratar de jornalismo essencial de interesse público e com comprometimento ao ideal de que uma imprensa verdadeiramente livre e independente é um elemento vital de qualquer democracia saudável.

Nossas duas primeiras notícias do The Intercept estão agora publicadas. A primeira, escrita por Jeremy Scahill e Glenn Greenwald, documenta o uso pela NSA de métodos pouquíssimo confiáveis para gerar alvos ao redor do mundo de assassinatos remotos por drone, resultando na morte de pessoas inocentes. A notícia se baseia em uma fonte influente, assim como em novos documentos dos arquivos de Snowden, para contar a história.

A segunda é escrita por um repórter convidado, o artista e fotógrafo Trevor Paglen, que está publicando novas imagems aéreas da NSA, da Agência Nacional de Reconhecimento, e da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial.

Nosso foco nesse estágio inicial será majoritariamente sobre a história da NSA. Usaremos todas as formas de mídias digitais para nossas divulgações. Iremos publicar as fontes originais dos documentos nos quais se baseiam nossas reportagens. Teremos repórteres em Washington cobrindo a repercussão dessas revelações assim como os esforços correntes na direção de reformas.

Iremos divulgar comentários de nossos jornalistas, incluindo a volta da coluna periódica de Glenn Greenwald. Vamos nos envolver com nossos leitores na seção de comentários. Receberemos experts para escrever artigos de opinião e para contribuir com matérias jornalísticas.

Nossa missão de longo prazo será prover um jornalismo antagonista agressivo e independente abrangendo uma variedade de temas, como sigilo, abusos da justiça civil e criminal e violações às liberdades civis e à conduta da mídia, desigualdade social e todas as formas de corrupção financeira e política. A independência editorial de nossos jornalistas será garantida, e eles serão encorajados a perseguir suas paixões jornalísticas, áreas de interesse, e seus pontos de vista singulares.

Acreditamos que o valor primordial do jornalismo é o de que ele impõe transparência – e assim obriga à prestação de contas – àqueles que exercem os maiores poderes governamentais e corporativos. Nossos jornalistas não apenas serão permitidos, mas encorajados a seguir histórias independentemente das pessoas com as quais eles possam se indispor.

Porque estamos lançando este veículo com um limitado objetivo de curto prazo, estamos animados com a oportunidade de crescermos junto a nossos leitores em direção ao abrangente canal de notícias que vamos nos tornar.


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