victor

Desacato ainda é crime? Entenda.

por Barney. O Pacto de San José da Costa Rica, também conhecido como Convenção Americana de Direitos Humanos, é um tratado internacional, assinado pela maioria dos países membros da OEA (Organização dos Estados Americanos). O Brasil não apenas o assinou, como o promulgou em sua integralidade por meio do decreto 678/1992. Ou seja, desde 1992, esse Tratado tem força normativa no Brasil. Além disso, especificamente sobre tratados que versam sobre direitos humanos, veja o que diz a Constituição, ...
Continue reading

 

Violência sexual virtual contra mulheres – Uma questão de direito de cópia?

por Bucaneiras. A Internet se tornou onipresente na vida de muitas de nós; fazemos compras, transações bancárias, socializamos e trabalhamos na rede, de forma que acaba sendo mais um espaço em que vivemos e não há muito que possa ser considerado “virtual” nela. Uma transferência entre contas correntes não é diferente de um pagamento em espécie, uma encomenda realizada pela Internet precisa de um produto “real”, uma discussão com seus familiares na rede não é menos séria que uma feita em u...
Continue reading

 

“25 de novembro – Dia Internacional da NÃO-Violência Contra Mulher”, por Bucaneiras

Por Bucaneiras Todos os dias, o sangue de mulheres escorre pelos jornais, revistas e sites. Quando não, o vemos ser derramado na casa vizinha, no bairro vizinho, no nosso próprio lar, sendo assunto recorrente - e ainda assim raramente discutido com o cuidado e a honestidade que o assunto exige. E o Brasil registrou 45.460 estupros em 2015 (125 por dia), de acordo com Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Além disso, estima-se que os números sejam maiores, pois a maioria das vítimas n...
Continue reading

 

Resolução sobre flexibilização dos mecanismos de associação

A Secretaria-Geral, após consulta à Coordenação Nacional e às pessoas associadas em espaço público de deliberação, resolve: 1º) Permitir a flexibilização temporária e extraordinária dos prazos de associação para pessoas presentes na II Assembleia Nacional do Partido Pirata, evento que ocorre entre os dias 11 e 13 de Novembro de 2016; 2º) Os pedidos poderão ser feitos durante a II ANAPIRATA e referendados pela Assembleia sem período probatório; 3º) Os membros em período probatório presen...
Continue reading

 

Preserve sua intimidade, a Internet não guarda segredos! – Um guia para nudes.

Por: Coletivo Bucaneiras   Ter imagens íntimas divulgadas na Internet tem sido algo comum nos últimos tempos e diversas mulheres tiveram fotos e vídeos compartilhados na rede sem consentimento. Muitas das vezes o conteúdo é disponibilizado publicamente por ex-companheiros como forma de vingança ou então quando o arquivo cai na mãos de pessoas que tiveram contato com os respectivos arquivos pessoais. Seja qual for a razão que leve à divulgação dos momentos íntimos de qualquer pe...
Continue reading

 

[Texto de Opinião]: Estado, Luto e as “vidas vivíveis”.

por Thais de Bakker e galdino. "Se houver um obituário, isso quer dizer que houve uma vida, uma vida que vale a pena que se note, uma vida que deve ser valorizada e preservada, uma vida que se qualifica para reconhecimento. Apesar de que podemos argumentar que não seria prático escrever obituários para todas essas pessoas, ou para todas as pessoas, eu acho que temos que perguntar, de novo e de novo, como o obituário funciona como um instrumento através do qual a possibilidade de luto é distribu...
Continue reading

 

[Texto de Opinião]: Brasil em tempos de #OlimPIADAS

Por: MCoeli e Buda (associados do PIRATAS pelo Coletivo Mineiro) As Olimpíadas começaram e o coro #ForaTemer é das poucas coisas que tem disputado espaço com as últimas manchetes. Nem mesmo o processo do impeachment, a Lava Jato ou o Eduardo Cunha (lembram dele, ou já esqueceram?) parecem ter a mesma relevância para continuarem sob os holofotes da grande imprensa. Observando as últimas manchetes e tendo em vista que ontem foi votado (e aprovado por 59 a 21, sendo necessários 54 votos) no S...
Continue reading

 

[Pirataria Feminista]: Cidinha Campos não lutará por Christiane

NOTA DE REPÚDIO À DECLARAÇÃO DE CIDINHA CAMPOS NA OFICIALIZAÇÃO DE SUA CANDIDATURA por Pirataria Feminista Enquanto a aspirante a Vice-Prefeito do Rio de Janeiro, Cidinha Campos (PDT), relativiza a gravidade de casos de violência doméstica e defende seu candidato, Pedro Paulo (PMDB), todos os tipos de violência contra a mulher, incluindo o feminicídio, seguem resolutos. Cidinha afirma, em reportagem para O Globo [1], que a violência doméstica é uma discussão de menor importância para o mo...
Continue reading

 

[OPINIÃO PIRATA]: ASSIM NA OLIMPÍADA COMO NA COPA

por anônimo pirata A prisão de 11 suspeitos de planejar atos terroristas segue com uma série quase inumerável de inconsistências, indicativos de abusos e violações de direitos básicos, mas houve um preparativo para essa operação policial. Durante a Copa do Mundo da FIFA, chamada de “Copa das Copas” por alas governistas que defendiam o evento criminoso, pessoas foram perseguidas, presas e processadas. Ambos os casos mostram muitas similaridades, que listamos. A investigação, se é que assim...
Continue reading

 

[Opinião Pirata]: Em que acreditar?

por Alainclaire As eleições municipais estão chegando e parece que tudo se repete. São santinhos sujando a cidade, carros de som com jingles irritantes e repetitivos, pessoas trabalhando com todo tipo de função. São cartazes e outdoors com sorriso alegres mostrando o melhor ângulo da pessoa. É tempo para ainda se ter esperança e acreditar que as coisa mudarão. É tempo das pessoas exigirem mudança na realidade em que vivem. As promessas se confundem nas ideologias defendidas por partidos ...
Continue reading

 

More information

Assine a petição!

 

159 signatures

Diga aos deputados: não censurem nossa Internet

Olá congressista!

O projeto de lei 5.204/16 propõe o bloqueio de acesso a sites "precipuamente dedicados ao crime" hospedados no exterior e sem representação no Brasil, excluindo, expressamente, a possibilidade de bloqueio de aplicativos de troca instantânea de mensagens (sim, o WhatsApp).

Em sua justificativa, anexa ao projeto, argumenta-se que hoje, para se retirar do ar sites criminosos - incluindo aqueles de ponografia infantil e de tráfico de drogas - tem que se expedir uma carta rogatória (documento que pede cumprimento de ordem judicial brasileira no exterior) para o servidor. Por ser demorada, não seria medida adequada de combate a esses crimes, devendo-se, então, bloquear o acesso de brasileiros a tais sites.

Contudo, há um grande problema nessa lógica de combate ao crime: sites que cometem crimes hediondos e torpes, como a pornografia infantil, NÃO estão na internet normal (surface web), e sim na internet não-indexada (deep web). O que isso quer dizer? Que não há como bloquear acesso a esses sites pelas medidas propostas pelo PL. E mesmo que essas trocas de material ilegal na internet esteja sendo feita em território brasileiro, a justiça já tem meios para combatê-las (a operação DarkWeb II da Polícia Federal,  de combate a pornografia infantil online, criminalizada no art. 241-A do Estatuto da Criança e Adolescente, estourou no dia 22/11/2016).

Ou seja, a título de combate a crimes graves, estão dando de um jeitinho de bloquear sites que desatendem aos interesses da indústria fonográfica, punindo a população ao dificultar acesso à informação, cultura e conhecimento.

Ainda que a primeira coisa que venha à mente nessas situações sejam os sites que disponibilizam filmes e séries inteiras para download ilegal, como o MegaFilmesHD e outros sites que já foram fechados, o PL não é nada claro com relação ao que seria considerado um provedor "precipuamente dedicado à pratica de crime", e as violações estabelecidas pela Lei de Direitos Autorais não se limitam ao compartilhamento ilegal de obras protegidas.

Na verdade, está bem longe disso.

A utilização derradeira de determinadas obras protegidas para produção de alguns tipos de obras derivadas –como remix de músicas, fotos para memes e vídeos que utilizam trechos de filmes para desenvolver críticas a eles (O Partido Pirata até já satirizou a #CPICIBER através de um vídeo) – não é permitida pela lei, consistindo em violação ao direito autoral, o que é abrangido pelo PL em questão. A utilização pode ter finalidade lucrativa ou não, o autor da obra derivada pode ser profissional ou amador - não importa, não pode! É possível que esse tipo de utilização bastasse para justificar o bloqueio de determinado provedor de aplicação.

Plataformas que viabilizam o compartilhamento desse tipo de conteúdo em massa e que poderiam eventualmente ser bloqueadas pelo PL são: o Vimeo (plataforma de vídeos); O YouTube (plataforma de vídeo); o SoundCloud (plataforma de músicas); o Flickr (plataforma de fotografia); o MemeGenerator (site que facilita a elaboração de memes) e até mesmo sites dedicados ao compartilhamento de FanFiction –outro tipo de manifestação cultural que é considerada ilegal pela Lei de Direitos Autorais. Nesse sentido, o bloqueio proposto pelo PL 5.204/16 é problemático sob quatro óticas distintas: para os provedores de aplicação, para os autores dos conteúdos, para os usuários e para o interesse público como um todo.

Para os provedores de aplicação, a medida é desproporcional, pois enseja no bloqueio de todos os seus serviços no país, independente de parte dele estar dentro da legalidade ou não. Por exemplo, o SoundCloud, caso bloqueado, o será por completo, apesar de servir também como plataforma para o compartilhamento de obras de forma legal. Já o YouTube poderá ser censurado por disponibilizar vídeos de paródias de músicas, trailers feito por usuários, etc.

Para os autores, o grande problema é a insegurança jurídica gerada pela medida. Como muitas das utilizações não são permitidas pela lei atual, não é possível saber até que ponto elas serão usadas para bloquear o acesso a suas obras. No mais, criadores de conteúdo que produzem obras completamente permitidas pela lei e disponibilizam-nas nessas plataformas serão penalizados por causa daqueles que compartilham obras de forma ilegal. Já para os usuários, a medida é problemática por prejudicar o livre acesso à internet e o acesso às demais obras (legais) hospedadas nessas plataformas –elementos essenciais do direito constitucional de acesso à cultura.

E, por último, para o interesse público, o PL é potencialmente ainda mais perigoso, já que o bloqueio a determinados serviços, com a justificativa de violação ao direito autoral, pode ser utilizado para cercear a liberdade de expressão. O exemplo dos vídeos que utilizam trechos de filmes para criticá-los é ilustrativo, mas grandes produtoras cinematográficas poderão solicitar o bloqueio de sites que hospedem esse tipo de vídeo com o argumento de que seus direitos autorais foram violados.

Este projeto de lei, portanto, se caracteriza como uma medida de combate direto à cultura de compartilhamento, já difundida na nossa geração. O objetivo explicitado no anexo fica em segundo plano, deixando margem para interpretá-lo apenas como um pretexto. Sendo assim, pode-se dizer que não é exagero especular que se trata de uma manobra movida pelo lobby da indústria audiovisual para esconder uma medida conhecidamente impopular.

Assine a petição, entre em contato com seu deputado: lute por uma Internet Livre e contra projetos de censura!

[signature]

Compartilhe com seus amigos:

Publicações