“Escolher entre Trump e Clinton é o mesmo que escolher entre gonorreia e cólera”, diz Assange

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por KaNNoN

Assim Julian Assange se referiu às eleições norte-americanas. Assange é o líder do site de vazamentos de informações Wikileaks e está exilado há quase três anos na embaixada do Equador, em Londres.

“Nós sabemos como funciona a política nos Estados Unidos. Qualquer pessoa ou qualquer partido que chegue ao poder irá se fundir com a burocracia rapidamente”, disse o fundador do Wikileaks.

As pesquisas apontam Donald Trump à frente de Hillary Clinton (44% contra 39%, segundo a última pesquisa da rede de televisão CNN), enquanto novos vazamentos mostram que Hillary foi favorecida, de maneira escancarada, contra a candidatura de Bernie Sanders.

Os e-mails vazados mostram relações muito próximas da grande imprensa com o DNC (Comitê Nacional Democrata). Debbie Wasserman Schultz, do DNC, contatou o jornal The Washington Post, que esteve envolvido na arrecadação de recursos para Clinton, pedindo por manipulação de notícias. Ela também acionou o presidente da rede de televisão MSNBC, no meio de um programa, para que retirasse partes da intervenção de Bernie Sanders. Mais de oito mil arquivos anexados mostram o poder do grande capital na manipulação do processo eleitoral norte-americano.

Facebook e Twitter censuram vazamentos do Wikileaks que comprometem Hillary Clinton

Tanto o Twitter quanto o Facebook foram bombardeados pelos usuários com acusações de que as redes sociais estariam censurando e restringindo mensagens em relação aos vazamentos do DNC. De acordo com o portal Washington Examiner, a rede social Twitter enfrenta sérias acusações de tentar conter e ocultar notícias e comentários sobre o vazamento do Wikileaks de e-mails do DNC. As acusações afirmam que o Twitter tentou esconder qualquer informação que seria prejudicial para o Partido Democrata e especialmente para Hillary Clinton.

Como observado pela Internet, até sexta-feira à tarde a hashtag #DNCLeaks foi um dos assuntos mais comentados mundialmente. Havia pelo menos 250.000 tweets usando a hashtag através da plataforma. Entretanto, ao cair da noite, a tag #DNCLeaks havia sumido da coluna de Trending Topics.

Já no Facebook, links para os vazamentos estavam sendo censurados como “link malicioso”, algo que foi admitido pelo próprio Facebook que afirmou que havia sido um “erro” no sistema.

Imprensa diz que Governo Russo teria sido o responsável pela invasão nos servidores do DNC

Jornais internacionais, como o The New York Times, reforçam a ideia de que o Kremlin estaria por trás do vazamento de e-mails do Partido Democrata, como forma de apoio ao candidato republicano Donald Trump. O site Motherboard escreveu: “Tudo indica que a Rússia está por trás da invasão.”

Recompensa por informações de assassino de membro do DNC

“Wikileaks decidiu colocar uma recompensa de US$ 20.000 por informações que levem ao autor da morte de Seth Rich, empregado do DNC”, publicou a organização em sua conta da rede social Twitter .

Rich, 27, foi baleado no início do dia 10 de Julho de 2016, enquanto caminhava para seu apartamento em Washington, no bairro de Bloomingdale, cerca de três quilômetros do Capitólio, sede do Congresso dos EUA.

A polícia disse que Rich pode ter sido morto numa tentativa de assalto, embora nada tenha sido roubado do jovem. A recompensa do Wikileaks e uma declaração de Julian Assange parecem sugerir que Rich poderia ser uma potencial fonte da organização.

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Kommentare

One comment for “Escolher entre Trump e Clinton é o mesmo que escolher entre gonorreia e cólera”, diz Assange

  1. Arilton Carvalho commented at

    Ta loko. Já é difícil entender o que acontece aqui no País, e lá fora vemos que o pessoal não sabe nada do que acontece aqui de verdade. Então qualquer notícia lá de fora desconfio, e procuro ver referencias sérias, mesmo assim as vezes elas se confundem., e hoje no Brasil tem muita mentira. Fiquem de olho. Falam um monte de Trump, mas aqui falam um monte de Bolsonaro, um monte de mentiras. Então fico com um pé atrás sempre. Uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade.

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Diga aos deputados: não censurem nossa Internet

Olá congressista!

O projeto de lei 5.204/16 propõe o bloqueio de acesso a sites "precipuamente dedicados ao crime" hospedados no exterior e sem representação no Brasil, excluindo, expressamente, a possibilidade de bloqueio de aplicativos de troca instantânea de mensagens (sim, o WhatsApp).

Em sua justificativa, anexa ao projeto, argumenta-se que hoje, para se retirar do ar sites criminosos - incluindo aqueles de ponografia infantil e de tráfico de drogas - tem que se expedir uma carta rogatória (documento que pede cumprimento de ordem judicial brasileira no exterior) para o servidor. Por ser demorada, não seria medida adequada de combate a esses crimes, devendo-se, então, bloquear o acesso de brasileiros a tais sites.

Contudo, há um grande problema nessa lógica de combate ao crime: sites que cometem crimes hediondos e torpes, como a pornografia infantil, NÃO estão na internet normal (surface web), e sim na internet não-indexada (deep web). O que isso quer dizer? Que não há como bloquear acesso a esses sites pelas medidas propostas pelo PL. E mesmo que essas trocas de material ilegal na internet esteja sendo feita em território brasileiro, a justiça já tem meios para combatê-las (a operação DarkWeb II da Polícia Federal,  de combate a pornografia infantil online, criminalizada no art. 241-A do Estatuto da Criança e Adolescente, estourou no dia 22/11/2016).

Ou seja, a título de combate a crimes graves, estão dando de um jeitinho de bloquear sites que desatendem aos interesses da indústria fonográfica, punindo a população ao dificultar acesso à informação, cultura e conhecimento.

Ainda que a primeira coisa que venha à mente nessas situações sejam os sites que disponibilizam filmes e séries inteiras para download ilegal, como o MegaFilmesHD e outros sites que já foram fechados, o PL não é nada claro com relação ao que seria considerado um provedor "precipuamente dedicado à pratica de crime", e as violações estabelecidas pela Lei de Direitos Autorais não se limitam ao compartilhamento ilegal de obras protegidas.

Na verdade, está bem longe disso.

A utilização derradeira de determinadas obras protegidas para produção de alguns tipos de obras derivadas –como remix de músicas, fotos para memes e vídeos que utilizam trechos de filmes para desenvolver críticas a eles (O Partido Pirata até já satirizou a #CPICIBER através de um vídeo) – não é permitida pela lei, consistindo em violação ao direito autoral, o que é abrangido pelo PL em questão. A utilização pode ter finalidade lucrativa ou não, o autor da obra derivada pode ser profissional ou amador - não importa, não pode! É possível que esse tipo de utilização bastasse para justificar o bloqueio de determinado provedor de aplicação.

Plataformas que viabilizam o compartilhamento desse tipo de conteúdo em massa e que poderiam eventualmente ser bloqueadas pelo PL são: o Vimeo (plataforma de vídeos); O YouTube (plataforma de vídeo); o SoundCloud (plataforma de músicas); o Flickr (plataforma de fotografia); o MemeGenerator (site que facilita a elaboração de memes) e até mesmo sites dedicados ao compartilhamento de FanFiction –outro tipo de manifestação cultural que é considerada ilegal pela Lei de Direitos Autorais. Nesse sentido, o bloqueio proposto pelo PL 5.204/16 é problemático sob quatro óticas distintas: para os provedores de aplicação, para os autores dos conteúdos, para os usuários e para o interesse público como um todo.

Para os provedores de aplicação, a medida é desproporcional, pois enseja no bloqueio de todos os seus serviços no país, independente de parte dele estar dentro da legalidade ou não. Por exemplo, o SoundCloud, caso bloqueado, o será por completo, apesar de servir também como plataforma para o compartilhamento de obras de forma legal. Já o YouTube poderá ser censurado por disponibilizar vídeos de paródias de músicas, trailers feito por usuários, etc.

Para os autores, o grande problema é a insegurança jurídica gerada pela medida. Como muitas das utilizações não são permitidas pela lei atual, não é possível saber até que ponto elas serão usadas para bloquear o acesso a suas obras. No mais, criadores de conteúdo que produzem obras completamente permitidas pela lei e disponibilizam-nas nessas plataformas serão penalizados por causa daqueles que compartilham obras de forma ilegal. Já para os usuários, a medida é problemática por prejudicar o livre acesso à internet e o acesso às demais obras (legais) hospedadas nessas plataformas –elementos essenciais do direito constitucional de acesso à cultura.

E, por último, para o interesse público, o PL é potencialmente ainda mais perigoso, já que o bloqueio a determinados serviços, com a justificativa de violação ao direito autoral, pode ser utilizado para cercear a liberdade de expressão. O exemplo dos vídeos que utilizam trechos de filmes para criticá-los é ilustrativo, mas grandes produtoras cinematográficas poderão solicitar o bloqueio de sites que hospedem esse tipo de vídeo com o argumento de que seus direitos autorais foram violados.

Este projeto de lei, portanto, se caracteriza como uma medida de combate direto à cultura de compartilhamento, já difundida na nossa geração. O objetivo explicitado no anexo fica em segundo plano, deixando margem para interpretá-lo apenas como um pretexto. Sendo assim, pode-se dizer que não é exagero especular que se trata de uma manobra movida pelo lobby da indústria audiovisual para esconder uma medida conhecidamente impopular.

Assine a petição, entre em contato com seu deputado: lute por uma Internet Livre e contra projetos de censura!

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