Patentear a Vida

Verdaguer
(*) Michael Crichton
The New York Times


Você ou alguém a quem você ama poderá morrer devido a uma patente genética que, para inicio de conversa, nunca deveria ter sido concedida. Legítimo ou improvável? Desgraçadamente, é um fato muito real.

As patentes genéticas usadas agora impedem a pesquisa, impedem a comprovação médica e mantêm informação vital longe do paciente e de seu médico. Patentes de genes retardam o caminho dos avanços médicos sobre doenças mortais. E elevam os custos exorbitantemente: um teste para câncer de mama que poderia ser realizado por US. 1.000 custa U$. 3.000.

Provedor de internet australiano vence batalha jurídica marco zero contra estúdios de cinema.

Os gigantes da indústria cinematográfica sucumbiram em processo contra o provedor australiano iiNet através de senteça proferida no Tribunal Federal da Austrália, ontem.

Anonimato e a Internet, por Bruce Schneier

ATENÇÃO: Esse artigo é uma tradução não-oficial de Anonymity and the Internet, de Bruce Schneier, escrito em 3 de fevereiro de 2010.

ATENÇÃO 2: O Bruce Schneier, no artigo original, trata "hacker" e "invasor" meio que como sinônimos. Deixando claro aqui que há uma eterna discussão entre o uso da palavra "hacker" nesse sentido (devemos usar "cracker"? "cracker" não seria alguém que quebra programas e faz engenharia reversa? etc), não vou modificar a intenção do autor nesse caso.


A identificação universal é tida por algumas pessoas como o santo graal da segurança na Internet. Anonimato é ruim, segundo eles; e se nós o abolirmos, teremos certeza de que só as pessoas legítimas terão acesso á suas próprias informações. Saberemos quem está nos mandando spam e quem está tentando invadir redes corporativas. E quando houver ataques de negação de serviço, como aqueles contra a Estônia ou a Geórgia ou a Coréia do Sul, saberemos quem foi o responsável e tomar as providências adequadas.

O problema é que isso não vai funcionar. Qualquer design da Internet deve permitir o anonimato. A idenfiticação universal é impossível. Até mesmo a atribuição -- saber quem é o responsável por um pacote da Internet em particular -- é impossível. Tentar construir um sistema assim é inútil, e só vai fornecer a criminosos e hackers novas maneiras de se esconder.

No Diálogo Interplanetário de Cultura Livre - FSM 2010

26/01 - Que Cultura queremos?

Cara e Señal 11

Cheguei no dia 25 de janeiro e armei a minha barraca na escola Ícaro em Canoas. Com o ônibus que chegou de São Paulo, chegou um ônibus do Uruguai e outro da Argentina. Depois peguei o trem para Porto Alegre e fui ver a marcha do Fórum Social Mundial. Havia diversos grupos desde o movimento GLBT a Maristas, desde partidos e sua infinidade bandeiras e sindicatos com seus carros de som tocando axé até grupos anarko punks que naturalmente eram os mais animados ficando ao "sul" da marcha. Destes últimos peguei um panfleto copi-cola-xerox que dizia "Estupro é uma realidade cotidiana".

Infelizmente não pude estar na abertura do Diálogo Interplanetário de Cultura Livre porque fui me encontrar com Alissa com quem troquei muitas idéias sobre o Partido Pirata e a forma como estávamos nos organizando. Ela me falou da Festa Pirata que organiza e promove a livre circulação cultural. Gostei muito da conversa. Á tarde peguei uma parte do diálogo "Conceito de Cultura livre" no parque de Canoas. Participou o rapper Gog e pessoal da radio livre da Argentina La Tribu que comemorava seus "20 años de amor" além de integrantes do Musica para Baixar, Livreiros independentes da Argentina e Coletivo Epidemia entre outros. Foi apresentado as experiências de cada grupo e principalmente foi discutido o papel do músico como o porta-voz da cultura livre. Fernando e integrantes de O Teatro Mágico contaram sua experiência com as gravadoras e o fato de quando terem usado meios alternativos de distribuição de música que a música deles foi mais ouvida, "quando o contrato foi feito com o público e não com a gravadora" como disse Fernando do O Teatro Mágico.

ACTA: rodada de México termina cercada de segredos e com promessa de "transparência"

Entre os dias 26 e 29 de janeiro, foi realizada no México a sétima rodada de negociações do ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement), tratado que visa combater a pirataria.

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